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ABISMO EM PULO DE PERNAS PRÓ AR


Perco o controlo de ver-me
através das paredes feitas de saudade.

Cegueira que esgota as noites em fel.

Cartel de bestas que sangram
as suas raivas inóspitas à flor da minha pele.

Procuro-me na distância.

Torpor de ausência
que dizima o deflagrar do pensamento.

Nuvens que se adensam
no rasgo extinto do sorri-me.

Breu que me envolve em insulto.

Vulto carente que me desnuda
as erupções da alma em apelo da dor.

Vento que do mar
em mim abusa em lágrimas violentas.

Sou presa da solidão,
essa senhora de queixas predadoras.

Dito-me castigo saldado num nó
de estômagos abertos por facadas de vazio.

Fome mergulhada na mágoa do meu olhar-me.

Loucura e medo,
abismo em pulo de pernas pró ar.

Contranatura sem respeito de mim mesmo,
lugar de confusão.

Estar em mim em contramão…
 

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quarta-feira, junho 8, 2011 - 13:52

Poesia :

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Henrique

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Abismo

Sou presa da solidão,
essa senhora de queixas predadoras.

A solidão é um abismo sem fim.

Obrigada pelo comentário.

Beijo

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