CONCURSOS:

Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia?  Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.

 

Afinal ainda é cedo para dormir

Se acende a luz no vão frio da escada
se escondem de mim fadas e grifos,
subo sem pressão nem desespero
com a paciência que não sabia ter,
enquanto a besta sempre apressada
deixa morrer na garganta os gritos
em ruas que parecem um enterro,
muito lentas para quem quer correr.

As mãos nuas cansadas de trabalhar
com calos secos que não deixam que doa
agarram em brasas toda a tarde
sem que a dor bruta me faça ceder,
só uma mente limpa pode dobrar
o imenso medo que nunca perdoa
enquanto encontro a minha verdade
no fumo de um charuto que está a arder.

Deixo a vida com o tempo seguir
como uma flor na serra isolada
que se agarra à fenda do rochedo
onde nem a urze consegue crescer
nem a cabra teimosa consegue ir
na escarpa só pelo sol beijada
que quer poder ser bela em segredo
tranquila no seu doce envelhecer.
 

Submited by

quarta-feira, junho 15, 2011 - 01:02

Poesia :

No votes yet

AdoMarks

imagem de AdoMarks
Offline
Título: Membro
Última vez online: há 14 anos 28 semanas
Membro desde: 05/21/2008
Conteúdos:
Pontos: 170

Add comment

Se logue para poder enviar comentários

other contents of AdoMarks

Tópico Título Respostas Views Last Postícone de ordenação Língua
Poesia/Geral Tempo de crescer 0 578 06/15/2011 - 01:30 Português
Poesia/Geral Tempo de crescer 0 338 06/15/2011 - 01:29 Português
Poesia/Geral Tempo de crescer 0 399 06/15/2011 - 01:29 Português
Poesia/Geral Ciclo sem fim da Vida 0 551 06/15/2011 - 01:28 Português
Poesia/Geral Onda que varre com paixão 0 408 06/15/2011 - 01:24 Português
Poesia/Geral A doçura de um engano 0 324 06/15/2011 - 01:24 Português
Poesia/Geral Um frio sempre descontente 0 328 06/15/2011 - 01:23 Português
Poesia/Geral Pomba branca no beiral 0 516 06/15/2011 - 01:22 Português
Poesia/Geral Nortada da manhã 0 401 06/15/2011 - 01:21 Português
Poesia/Geral Chamas de nova vida 0 418 06/15/2011 - 01:20 Português
Poesia/Geral Desafios de um novo caminho 0 373 06/15/2011 - 01:20 Português
Poesia/Geral Penas brancas de sonhador 0 366 06/15/2011 - 01:19 Português
Poesia/Geral Um breve sorrir 0 411 06/15/2011 - 01:18 Português
Poesia/Geral Verdade nua numa tarde fria 0 418 06/15/2011 - 01:18 Português
Poesia/Geral Um sorriso de uma desconhecida 0 304 06/15/2011 - 01:17 Português
Poesia/Geral Verdade que não foi assumida 0 462 06/15/2011 - 01:16 Português
Poesia/Geral Gata brava 0 463 06/15/2011 - 01:15 Português
Poesia/Geral A janela que abri para o Mundo 0 396 06/15/2011 - 01:13 Português
Poesia/Geral A solidão nem sempre é triste 0 296 06/15/2011 - 01:12 Português
Poesia/Geral O vestir matinal das certezas 0 392 06/15/2011 - 01:11 Português
Poesia/Geral Amanhece acho que estou acordado 0 416 06/15/2011 - 01:10 Português
Poesia/Geral A rede branca de um pescador 0 394 06/15/2011 - 01:09 Português
Poesia/Geral A minha nobre Figueira 0 352 06/15/2011 - 01:08 Português
Poesia/Geral A porta devia estar bem fechada 0 378 06/15/2011 - 01:07 Português
Poesia/Geral São apenas lágrimas Senhor 0 335 06/15/2011 - 01:06 Português