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ATÉ QUE A ALMA SEJA UM OCEANO DOCE …

Quero explodir num grito de vendavais,
desmoronar os mananciais do tempo.

Espalhar-me num estalo infindo.

Redesenhar as sinas.

Reconstruir-me,
desempedrar-me das calçadas que pisei,
caminhar até que nenhum chão seja desconhecido.

Aterrar-me dos céus sem solo
onde semeei o voo das minhas asas.

Gritar as poeiras do meu deserto
até que o último grão de areia seja varrido
dos prados verdes e rios límpidos do meu sentir.

Gritar bem alto os cumes do meu fundo
até que nenhuma sombra reste na escuridão.

Quero desafogar-me de todos os choros,
despintar-me dos frios coros do meu pensar.

Chorar todas as lágrimas que a solidão destila em dor.

Chorar todas as alegrias que a saudade esconde.

Adoçar a boca com beijos de amor
até que a alma seja um oceano doce.

Sonhar até que todas as realidades acordem.

Escrever até que todas as palavras falem.

Quero cantar as canções
que por dentro de mim bailam,
declamar o silêncio da poesia com o meu olhar.

Olhar para o universo e ver o mundo
que me cabe nas mãos.

Ir ao infinito e voltar inteiro.

Pairar verdadeiro.

Ser doce.
.
.
.
.

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sexta-feira, maio 3, 2013 - 23:00

Poesia :

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Henrique

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