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BARRANCO SACHOLADO POR SILÊNCIO …

Nas mãos,
pompas forradas de poeira.

Velocidades capotadas nos olhos,
cegueiras iluminadas por descontrolo.

Na cor da demora,
tinturas arranhadas por saudades.

Tristezas que desdizem os solavancos dos anseios.

No rosto dos momentos,
falas caladas traçam a escuridão.

Letreiro escondido num eco sem saída.

Ventos sem fundo,
monumento em ruinas na sorte,
sabugo imundo sob as unhas da alma.

Fogos desovados pela noite molestam o corpo
com sarna feita de palavras.

Lembranças esquecidas
num cardume de gotas de chuva
que tumultuam o olhar contra a sebe do passado.

Pedra figurante nos calcanhares dos passos
cuja morada mora sem nome nem lugar
na sede salgada das lágrimas.

Verbo arrancado aos nervos do nevoeiro
como polpa confabulada que estrangula os faróis.

Areia que do tempo desassoreia o branco da alucinação.

Vedação insone que consome a voz dos lábios.

Barranco sacholado por silêncio.

Razão que marcha descaracterizada
pela madrugada que toa moída num esticão
que encurta o fôlego cujo ar cai em sotaques de insónia.

.
.
.
.

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sábado, junho 16, 2012 - 12:23

Poesia :

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Henrique

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