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CÂNTICO À FARSA (A Georg Trakl)
O silêncio erra nos corpos mutilados,
Esvoaçam demónios desses olhos
Revertidos do sufoco desértico de esperança.
Caiem os heróis, pedestais rasgados…..
Fuzilados os homens,
Verem a carne, o sangue, verem a farsa…..
E a noite nas suas riquezas!
As faces enrugadas de ódio negro.
As chamas ridentes e pusilânimes do desassossego,
Trouxeram ao mundo bebés, animais, amor…..
Ah! Esse sentimento simulacro dos corpos
Carnais, rangendo espíritos curvados num frio
Desolador de palavras inúteis e estéreis!
A noite já não esconde a preguiça do mundo!
A noite é o punhal escondido no fígado,
O veneno do vómito da vítima,
De olhar enraizado nas cantigas de sonho!
Pobres vermes, as crianças, a noite!
Silêncio, mata-se um homem
Com as suas próprias nojentas mãos!
E querem-lhe tirar o vinho da vida,
O perfume dócil do devir…..
Querem-no enclausurado no pecado!
Ele responde com a morte,
Com as mãos nojentas com que os acariciou.
Enquanto choram, ele ri desabridamente
A mentira, o elo do negócio com o paraíso!
Sabe-lhe a sexo, o cheiro desse negrume hostil
E profundo cavado no peito.
E despedaçam flores com a morte.
O silêncio erra nos corpos mutilados,
Recheados de perfumes diabólicos de prazer!
Ouve-se um sino rugindo a farsa,
A própria farsa com corpo de homem vazio…..
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