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DAR CORDA À HORA DE SER …
Quando a morte me espancar de silêncio,
será com tacos subtraídos aos troncos da vida.
A escuridão pintar-me-á de pálidos trajes.
Montanhas de tamanhas sombras,
incapazes de soterrar a pele do quanto já vivi.
Os frios podarão os perímetros do meu pensar,
secarão pelo ar os hortos do que disseram as palavras.
Restarão os ecos das árvores mortas
para escrever.
O tempo esquecer-me-á,
passará por mim despenhado em solidão.
A saudade será espinhada de mãos cruzadas.
A eternidade uivará
como uma alcateia esfomeada,
as dentadas do infinito povoarão a minha alma.
O pó devorará a carne dos meus sonhos,
as minhas ossadas serão medonhos desgastados.
O meu corpo restará recolonizado
às entranhas da terra.
A quietude será cinza
de incêndios ardidos até ao fim das chamas
que outrora deram corda à minha hora de ser.
Que a morte fale sem que nunca cale a minha vida...
.
.
.
.
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