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EM NOME DA NATUREZA


Temam-me!

Serei o alto mar da vossa sombra,
o trovão da vossa tormenta.

Estarei no vosso sono com escuridão,
serei o braço do pesadelo pelo qual ides
argumentar a vossa extinção.

Sou a voz do fim do mundo,
o vosso princípio.

Serei o corpo do vosso medo,
a lágrima dos vossos gritos,
a água suja da vossa sede.

Sou o X da vossa luxúria, o L do vosso lixo.

Sou natureza zangada,
farta dos vossos olhos fechados.

Farta da vossa pequenez extravagante.

Temam-me!

Serei o vosso juízo final,
o dia do vosso arrependimento.

A minha dor será o vosso tarde de mais,
será o caminho que vos esmagará a ignorância.

O fim que me dais será a vossa sepultura a céu aberto.

Sinto-me usada qual objecto descartável,
pagareis como bichos que vos hão-de comer.

A minha tristeza será o vosso deserto,
o ódio de vós próprios.

Temam-me!

Serei a morte
que vos entrará em casa a vosso pedido.
O monstro que criais no vosso estúpido quotidiano.

 

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terça-feira, maio 10, 2011 - 20:10

Poesia :

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Henrique

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Comentários

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A natureza, tem a suas formas

A natureza, tem a suas formas de mostrar,

Como nós humanos a maltratamos,

Tudo se pode vencer, menos a força da natureza.

Gostei da tua poesia de intervenção.


Está original.

Beijos
 

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