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ENTREABERTAMENTE


Cale-se a boca do chão
que me grita aos ouvidos dos pés.

Cale-se o talhe da pedra que me estorva em trova.

Cale-se o uivo do vento
no cacho onde trago enforcada a voz.

Cale-se o âmago choro da chuva
que me afoga em murro o estômago dos olhos.

Cale-se a pressa do tempo
que corre nas muralhas em verso do relógio.

Cale-se a espiral tonta dos búzios
onde o mar guarda a sua profunda confissão.

Cale-se o azul voo do céu
que sobre mim se verga em danças pardas.

Cale-se a lua no gesto da maré
espraiada saudade na silhueta de areia do corpo.

Cale-se a porta do infinito
entreabertamente mudo na asa do meu ir depenado.

Cale-se o veneno do amor
que me ensurdece as têmporas do peito.

Cale-se o zás das palavras
que ardem na maxila do fogo me diz e faz.

Cale-se o fumo do cigarro
que meus pulmões pensam em ansiedade.

Cale-se o sono que acorda as pernas à insónia da noite.

Cale-se a roupa que despe a musa
em algodão doce pelo labirinto do infinito.

 

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segunda-feira, julho 25, 2011 - 23:07

Poesia :

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Henrique

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