CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
EU E O CHÃO DO PÁTIO
Nos fundos do rancho, abro a porta
Vejo o limoeiro e a figueira
Também vejo a pitangueira
E outra figueira, já morta
Galharia seca, torta
Ainda serve em seu final
Para se atar o varal
Que seca as roupas surradas
Sempre as mesmas usadas
Que a mim não fazem mal
No chão o pasto que aparo
Sofre quando a seca ocorre
Amarela mas não morre
Resiste e não pede amparo
Aguenta se o preço é caro
E, diga-se de passagem,
Depois da chuva a imagem
Volta verde outra vez a ser
Ciclo que tem o poder
De eternizar a paisagem
Diferente desse pasto
Que quando cresce eu aparo
O meu tempo é curto e caro
E sem perceber eu gasto
E sem saber que eu existo
Como as coisas materiais
O chão que não me refaz
Nada sabe sobre mim
Onde eu vou morar no fim
Para brotar nunca mais
Esse chão que é derradeiro
Para quem um dia parte
Serve para a obra de arte
Que constrói o João barreiro
Sem material de pedreiro
Usado pra fazer casas
Ele usa o bico e as asas
E o barro, sábio segredo
Para depois cantar cedo
Junto à prenda, sem despesas
-Num momento, de repente
Por força do imaginário
Eu saio do obituário
Séculos depois, um instante
E o chão, indiferente
Quanto a mim, por suposto
Segue fazendo a seu gosto
O milagre que renova
E o velho pátio é a prova
Onde seca e brota o pasto.
Sérgio da Silva Teixeira
BAGÉ/RS/BRASIL.
Submited by
Poesia :
- Se logue para poder enviar comentários
- 1670 leituras
other contents of Sérgio Teixeira
| Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post |
Língua | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia/Geral | A DÚVIDA E A ESPERANÇA | 0 | 9 | 07/21/2026 - 19:32 | Português | |
| Poesia/Geral | A CARNE | 0 | 275 | 07/08/2026 - 22:33 | Português | |
| Poesia/Geral | VINHO, VIDA E FANTASIA | 0 | 117 | 06/30/2026 - 21:38 | Português | |
| Poesia/Geral | O PRIVILÉGIO QUE NÃO VEJO | 0 | 158 | 06/22/2026 - 18:47 | Português | |
|
|
Fotos/Outros | ALHEIO AO TEMPO | 0 | 365 | 05/18/2026 - 18:26 | Português |
| Poesia/Geral | SAUDADE DO FUTURO | 0 | 447 | 05/05/2026 - 00:26 | inglês | |
| Poesia/Amor | NAQUELE TEMPO | 0 | 1.826 | 04/07/2026 - 22:48 | Português | |
| Poesia/Tristeza | DÉCIMAS DE VIDA E DOR | 0 | 572 | 03/26/2026 - 00:19 | Português | |
| Poesia/Pensamentos | ANALISANDO O TEMPO | 0 | 661 | 03/18/2026 - 22:03 | Português | |
| Poesia/Geral | MADRUGADA, SOL E VIDA | 0 | 510 | 03/13/2026 - 13:28 | Português | |
| Poesia/Geral | A SECA, A VERTENTE E O VERSO | 0 | 388 | 03/02/2026 - 22:55 | Português | |
| Poesia/Geral | APENAS QUIMERA | 0 | 1.007 | 02/21/2026 - 01:51 | Português | |
| Poesia/Geral | BANDEIRA DA PAZ | 0 | 545 | 02/14/2026 - 16:18 | Português | |
| Poesia/Soneto | RITUAL DO DIA | 0 | 932 | 01/31/2026 - 16:02 | Português | |
| Poesia/Geral | A JANELA E O HORIZONTE | 1 | 544 | 01/20/2026 - 10:32 | Português | |
| Poesia/Geral | MEUS DOIS MUNDOS | 1 | 727 | 01/16/2026 - 18:01 | Português | |
| Poesia/Geral | MIS VERSOS PARA NOSOTROS | 0 | 1.291 | 01/14/2026 - 23:53 | Espanhol | |
|
|
Fotos/Pessoas | SÉRGIO TEIXEIRA | 1 | 1.489 | 01/01/2026 - 19:42 | Português |
| Poesia/Geral | O DOM DOS TAGARELAS | 35 | 1.564 | 01/01/2026 - 19:33 | Português | |
| Poesia/Geral | O FIM DA FÉ | 0 | 518 | 12/26/2025 - 13:19 | Português | |
| Poesia/Geral | O REI SOL E O TEMPO | 0 | 930 | 10/31/2025 - 17:51 | Português | |
| Poesia/Geral | O SILÊNCIO | 0 | 806 | 09/13/2025 - 13:47 | Português | |
| Poesia/Fantasia | PROSEANDO COM O TEMPO | 3 | 3.652 | 08/12/2025 - 19:02 | Português | |
| Poesia/Geral | CARDÁPIO INDIGESTO | 1 | 1.173 | 07/25/2025 - 16:20 | Português | |
| Poesia/Geral | LETRAS ALEATÓRIAS E VERSOS | 0 | 866 | 06/20/2025 - 00:08 | Português |






Add comment