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EXTERMÍNIO

Que adianta meu reclame
Quem se importa com a mensagem
Se o casaco da madame
Mata o animal selvagem

Os caçadores arrogantes
Com seus instintos assassinos
Colecionam repugnantes
Rastros de morte em seus destinos

O pouco que ainda resta
Já tem os seus dias contados
Vão enfeitar mata e floresta
Com bichos mortos, empalhados

Botas, bolsas, roupas, sapatos
Muito além do necessário
Fazem seus criminosos atos
Destaques do noticiário

Cinzas que já foram florestas
Pelos quatro cantos da terra
Algumas são restos de festas
Dos homens que fazem a guerra

Armas de destruição em massa
Poluem terra, mar e ar
Poder do nosso irmão de raça
Que a todos nós quer matar

O lixo nada nas enchentes
Vidas se vão na correnteza
Somos seres inteligentes
Inimigos da natureza

Consumismo desenfreado
A praga do mundo moderno
Sai a floresta entra o gado
Queimadas trazem o inferno

Mas tenho uma mão que me afaga
Por isso ainda aqui estou
Penso que a natureza paga
Simplesmente porque errou

Ao dar ao homem raciocínio
Sem limitar o seu poder
Tornou-o mestre do extermínio
"Livre arbítrio" a razão de ser.

Sérgio Teixeira

Bagé/RS
 

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sábado, março 26, 2011 - 15:48

Poesia :

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Sérgio Teixeira

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Comentários

imagem de Patrícia Taz

  Uma racionalidade na

 

Uma racionalidade na beleza das palavras

retratam com claridade a razão dos versos

incritos com a força do homem sofrido

 

Bom retrato do capitalisvo voraz

Abraço

 

PaTaz

imagem de Sérgio Teixeira

AGRADECIMENTO PELO COMENTÁRIO

Prezada Patrícia Taz,

uma honra receber teu comentário positivo sobre minha poesia "Extermínio", o que me incentiva a seguir com a ilusão de ser poeta.

Fraterno abraço

 

Sérgio Teixeira

Bagé/RS.   

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