CONCURSOS:

Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia?  Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.

 

Já não quero nem saber

O que digo com os olhos e você não entende
Não é o mesmo que transmito em palavras.
E não a culpo por não entender os meus argumentos expostos em hieróglifos da alma.
Na surdina elevo os pensamentos
Mas não a encontro em lugar algum.
Há um limbo existencial que percorro solitário e pensativo
Na esperança de encontrar as respostas neste labirinto em espiral
E por mais que caminhe nesse destino não consigo encontrar sombra para descansar.
Brado dentro de mim
Esbravejo como louco e falo palavrões impronunciáveis aqui
No intuito que alguém ouça o meu grito.
Já não quero nem saber
Porque a cor do céu é azul e os seus olhos pretos já não causam em mim tanto pavor.
Rasgo as minhas entranhas na busca por um equilíbrio mental
Ouço sussurros escondidos entre as paredes
E não entendo os grunhidos que me causam terror.
Não preciso esconder as feridas do meu coração
Nem as marcas da solidão
Eu só quero encontrar-te na calada da noite
Sem me preocupar com o alvorecer.
Minhas palavras te assustam
Porque você não as entende de forma nenhuma.
Tudo isso por causa daquela ilusão
Que foi criada no crepúsculo de um dia qualquer.
No silêncio desse vazio
Onde não é possível ver e nem ouvir nada
Minha alma flutua levemente como uma pluma
E sinto a brisa do alvorecer
O vento que toca meu rosto
É o sopro suave de suas lembranças.

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

www.odairpoetacacerense.blogspot.com

Submited by

segunda-feira, janeiro 14, 2019 - 19:44

Poesia :

No votes yet

Odairjsilva

imagem de Odairjsilva
Offline
Título: Membro
Última vez online: há 18 horas 44 minutos
Membro desde: 04/07/2009
Conteúdos:
Pontos: 3522

Add comment

Se logue para poder enviar comentários

other contents of Odairjsilva

Tópico Título Respostas Views Last Postícone de ordenação Língua
Poesia/Amor Por amor 0 321 01/20/2016 - 18:11 Português
Fotos/Natureza Uma Eternidade Numa Pequena Fração de Tempo 0 1.010 01/12/2016 - 20:08 Português
Poesia/Meditação Controle 0 326 01/12/2016 - 20:02 Português
Críticas/Filmes Solidão e desespero do homem sem Deus – Uma análise do filme Taxi Driver 0 1.262 01/08/2016 - 19:14 Português
Poesia/Amor Uma Eternidade Numa Pequena Fração de Tempo 0 360 01/08/2016 - 19:05 Português
Poesia/Amor Como os ponteiros de um relógio 0 447 01/08/2016 - 19:03 Português
Poesia/Meditação A Pedra 0 557 01/06/2016 - 20:59 Português
Poesia/Amor A melodia de uma canção eterna 0 891 01/04/2016 - 22:03 Português
Prosas/Pensamentos Quero subir o mais alto que eu puder 0 355 12/22/2015 - 15:18 Português
Prosas/Pensamentos Vale a pena ter nascido 0 316 12/22/2015 - 15:15 Português
Poesia/Amor O que vejo em seus olhos 0 786 12/22/2015 - 15:13 Português
Poesia/Meditação Que sociedade é essa? 0 380 12/21/2015 - 20:13 Português
Poesia/Amor Que minha alma consiga expressar a razão do meu amor 0 760 12/14/2015 - 19:20 Português
Poesia/Desilusão A solidão me ajuda a caminhar 0 396 11/24/2015 - 01:07 Português
Poesia/Meditação O Doce Amargo da Tragédia 0 229 11/16/2015 - 21:49 Português
Poesia/Amor Se distante de mim você sorrir 0 564 10/28/2015 - 02:28 Português
Poesia/Pensamentos A agonia de querer ser livre 0 505 10/22/2015 - 02:30 Português
Prosas/Lembranças Poema de amor não correspondido 0 533 10/17/2015 - 02:18 Português
Poesia/Meditação Corra com os cavalos 0 426 10/16/2015 - 02:18 Português
Poesia/Meditação Tudo no mundo são sombras que passam 0 388 10/06/2015 - 15:36 Português
Poesia/Tristeza Não te encontrarei antes da noite 0 437 10/01/2015 - 02:12 Português
Poesia/Paixão Ejaculei o desejo 0 692 09/24/2015 - 18:02 Português
Poesia/Desilusão Recuso a despedir-me 0 349 09/24/2015 - 17:55 Português
Poesia/Meditação Acredite no impossível 0 393 09/24/2015 - 03:46 Português
Poesia/Tristeza Labirinto 0 513 09/23/2015 - 01:55 Português