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JANELA AOS TOMBOS …

Ver para crer,
sentir para querer mais.

Egoísta mão como a palavra dista o então
dos seus dizeres.

Subterrâneo armado de solidão.

Janela aos tombos pelos ribombos do horizonte.

Trovão de escuro pálido
que se desfaz em chuva diluente.

Lágrima nua sobre as cores de um adeus sem ponte.

Lua cheia sobre os penhascos do tempo.

Candeia sobre tudo diametral a nada.

Orgulho cinza de madeira queimada.

Pecado cometido ao lado
do pensamento.

Volume distante
que fermenta a noite de silêncio.

Mão ausente numa vertigem de saudade.

Alcoolémia que beija o chão do excesso
do imaginário.

Desperdício de enfins implumes,
deserto sob tempestades de formas infinitas.

Vírgulas sem acesso,
poesias de sentido proibido,

cesso em tenho tido.

Propensão para lá,
baia de ventos invisíveis.

Molde de letra escrita por deslumbramento.

Fogo presente no sangue …
.
.
.
.

Submited by

sábado, agosto 18, 2012 - 18:13

Poesia :

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Henrique

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Comentários

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por mAis que sejam os

por mAis que sejam os tombos
há que ter energia para se reerguer...

1 abraç0o!

_Abilio

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