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JANELAS DE MARFIM
As minhas visões
são janelas de marfim, vistas de cetim.
Olhares de pedra,
laje de mil e uma esquinas,
ampulheta de pó sacudido da retinas.
Os meus olhos
são os pilares do meu ego,
andante que carrego às costas do pensamento.
As palavras são meninas sãs,
manhãs primaveris, libertinas.
Sentidos fiascos,
línguas em arrepio desconexo.
Os sonhos são os carris da alma,
a ponte entre mim, jasmim esquecido.
As minhas mãos
são harpas intocadas,
desafinadas dos gestos do adeus.
Este olhar sem sorte,
de distâncias que são céus cobertos por desertos.
O corpo é-me banido do ser,
mendigo de amor, desejo ousado, ir em lustro.
A minha voz é um arbusto de dizeres,
abismo de sentires em eco ausente, silêncio.
O que sinto são ventos,
mariposas descontentes nos nenúfares do tempo.
O grito como pétala
renegada dos lábios do mar,
sal na veia de uma candeia acesa de morte.
O que vejo depois de mim é cegueira.
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Comentários
Janelas de marfim
Mais um belo poema de sentires que vão para lá metaforização; simbolismo puro!
Bjo :)
Cometário
"O que sinto são ventos,
mariposas descontentes nos nenúfares do tempo."
Um poema qque tranmite inquitação.
Lindo.