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A Morte, que da vida o nó desata

A Morte, que da vida o nó desata,
os nós, que dá o Amor, cortar quisera
na Ausência, que é contra ele espada fera,
e co Tempo, que tudo desbarata.

Duas contrárias, que üa a outra mata,
a Morte contra o Amor ajunta e altera:
üa é Rezão contra a Fortuna austera,
outra, contra a Rezão, Fortuna ingrata.

Mas mostre a sua imperial potência
a Morte, em apartar dum corpo a alma.
Duas num corpo o Amor ajunte e una,

por que assi leve triunfante a palma
Amor da Morte, apesar da Ausência,
do Tempo, da Rezão e da Fortuna.

Luís Vaz de Camões

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domingo, fevereiro 22, 2009 - 21:10

Poesia :

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LuisVazdeCamoes

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Re: A Morte, que da vida o nó desata

Muito bom, gostei de ler! :-)

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