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POEIRA DE PANCAS …

Voz que nos tacta,
que nos contacta através de um vento

que vem de dentro.

Finas aragens… imagens invisíveis.

Nuances de euforia e desconsolo,

chances adormecidas nas florestas da alma.

Abstractas estradas traduzidas ao corpo.

Luzes saídas de tochas
como olhos sinistros na escuridão.

Galopes de cores e traços,
bagaços de silêncio,
meros trapos.

O mar num grito… o infinito num eco. 

Suaves sopros,

gáudios engolidos pelas intempéries do tempo.

Gagas pistas… adagas afiadas de feios tristes.

Murmúrios efervescentes,

bonanças a tricotar saudade nas bainhas da noite.

Danças de corpos sobre fogos desencontrados,

labaredas de frio e cinzas,
solidões mancas.

Poeira de pancas
como uma mão que nos segura,

uma loucura insana que nos encontra.

Uma procura de nós.
Um poema que nos conta a vida,

uma ilusão que nos desmonta,
rascunhos de uma ida por ir.

Vultos do tamanho da eternidade,
sinas encalhadas na sombra,

proximidades longínquas.

Garras de Outono que nos agarram,
alquimias que nos amarram ao sol-pôr.

Mortes vivas… Esquecidas lembranças.

Vozes mistas.
.
.
.
.

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segunda-feira, janeiro 7, 2013 - 22:57

Poesia :

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Henrique

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