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PORTA ABERTA …

Sem amor,

nada mais importa depois desta porta
aberta por frios gestos em acenos de adeus.

Os céus deixaram de ser a estrada dos meus voos,
caíram gretados nas ravinas das minhas sinas,
pintaram-se de negro no meu olhar.

Sinto-me só,

uma canção desafinada
por entre a multidão de mim.

Verto toda a minha luz em sombra,
calo todas as minhas palavras
nesta solidão sem fundo.

Perdi o sabor do mundo

à proa deste bosque de incerteza
que me desarruma os ecos
e abalroa o ego.

Espanca-me o silêncio

que me ancora os olhos em pranto
e me escreve a vida em branco
por entre paredes de tristeza.

O desejo dos meus sentidos

é um altar de suicídios onde a alma cai,
uma dança de ébrios vultos no meu sorrir
envolto pelo rir de um lume que arde em dor.

O tempo não me conta,

é um chão suspenso na desilusão,
uma escuridão que me veste o corpo de não,
é o vento da erosão que me deforma o pensamento.

.
.
.
.

Submited by

sábado, março 16, 2013 - 19:58

Poesia :

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Henrique

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Comentários

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.......Henrique.....

Tristemente lindo este poema.
Gostei imenso!

Deixo-te um beijito**

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