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S O C O R R O


Glutão, sorriso insólito, exposto à loucura
onde se omite a culpa inóspita da consequência.

Prado eupéptico de teias de ventos
desterrados do peito urdido por tristeza.

Tear de negrumes estrábicos
em clarões de poalha que atiram a toalha ao chão.

Momento em quebra desmentido.
Pronúncia em queda, entretida com silêncio
que estrondeia refractário nas urtigas do grito.

Ais autónomos, corpo içado
ao limite da forma abstracta do infinito.

Lamentação em vaga aberta como viga
de despedidas insones numa saudade sem tronco.

Adeus como água insípida
sem fórmula numa lágrima sem equação.

Olhos de malas feitas para nenhures,
olhar mendigo rumo à cegueira da alma.

Viela de ida disparatada,
empedrada de azeite que ferve no passo do tempo.

Paciência em decomposição,
bússola tagarela em vozes lassas
por onde perdem as mãos a noção do toque.

Umbigo obsoleto no esqueleto do sonho.
Barriga farta, acontecer em farpa.

A boca como medula
de um socorro que ninguém ouve.
Ódio capturado ao sarau que imola a noite estéril.

 

 


 

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quinta-feira, setembro 22, 2011 - 13:13

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Henrique

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