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Se me ouso poeta
Sofro! Retorno, se me ouso poeta,
Ao áspero ilusório do papel, onde
A caligrafia se delambe ao devaneio
D’alma que chispa em arabescos de tinta.
As teias douradas do candelabro raiam
Ao suor da mente e às córneas fatigadas
Como um candente engodo de penumbra,
Preso à vontade mas tão pouco à razão.
Outro rasgo inspirado, miasma versado,
Esmola de um Mundo fantasiado
Que se esbanja em dor pelo consciente,
Que não vê, não sabe, nem sente.
Já não a oiço, a voz, evocando a vida
Lá fora. Soube-a clamar, tíbia e
Compungida, pela realidade que as
Palavras espanaram para o esquecimento.
Nem o pouso das horas, trémulo e febril,
Alivia o bafio de tal destino, um fôlego
Com hálito de decepção que suporto
E onde escrevo…se me ouso poeta.
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Poesia :
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Comentários
Re: Se me ouso poeta
Olá João :roll:
Lindo; não te ouses..tu estás um Camões :lol:
Gostei!
Abraço,luz beijo carinhoso
Re: Se me ouso poeta
Lindo !
Tu estás cada vez melhor,
Parabéns joão.Bjo :-)
Re: Se me ouso poeta
Lindo demais, um prazer ler.
Grande abraço.
Re: Se me ouso poeta
Muito intenso, e muito bem escrito. Um abraço ao poeta jopeman :)
Re: Se me ouso poeta
jopeman!
Se me ouso poeta!
Se você se diz assim, que vou pensar de mim, que estou aqui aprendendo, com você e os demais colegas, um pouquinho de um, outro de outro...
Você para mim é um ótimo poeta, que sempre nos brinda com belos Poemas, como o de agora!
Meus Parabéns,
MarneDulinski
Re: Se me ouso poeta
Sofro! Retorno, se me ouso poeta,
Ao áspero ilusório do papel, onde
A caligrafia se delambe ao devaneio
D’alma que chispa em arabescos de tinta.
Você pode ousar a vontade
Gostei muito
Bj da Tiger ;-)
Re: Se me ouso poeta
Jopemam, você não ousa ser poeta, você o é! E bom! Abraços