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A uma mendiga ruiva (Charles Baudelaire)


Moça de ruivo cabelo,
Cuja roupa em desmazelo
Deixa ver tanto a pobreza
Quanto a beleza.

Para mim, poeta sem viço,
Teu jovem corpo enfermiço,
Cheio de sardas e agruras,
Tem só doçuras.

Calças com pé mais ligeiros
Os teus tamancos grosseiros
Do que essas damas tão finas
Suas botinas.

Segue, pois, nua de tudo
- Pérola, incenso, veludo -,
Só de teu corpo vestida,
Minha querida!

Walter Benjamin, filósofo e poeta alemão.

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quinta-feira, julho 3, 2014 - 02:55

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AjAraujo

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