CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
VERTIGEM INSPIRADA DE MORTE
A tristeza
desenvolveu-se em mim
vertigem inspirada de morte.
Minhas mãos carentes
mordem-me a alma,
sinto-me condenado,
vejo-me monstro queimado
nas labaredas do prazer que não tenho.
Envelhecem as noites
no meu grito sangrento.
Sou feio,
sou silêncio,
sou o esquecimento
que se abate na minha cova,
cavada no inferno de um rochedo de dor
que me sufoca a razão do cemitério onde jaz
a minha voz num socorro que me esmaga o olhar.
Estou no abismo
dos meus sentidos engasgados
pelo frio que suicida o meu choro
perdido num lamaçal de venenos por beber.
Cuspo raiva,
ódio é o sol do deserto
aberto na penumbra esventrada
da minha solidão demoníaca.
Submited by
Poesia :
- Se logue para poder enviar comentários
- 1300 leituras
Add comment
other contents of Henrique
Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post![]() |
Língua | |
---|---|---|---|---|---|---|
Poesia/Paixão | NA TUA CALMA | 12 | 1.394 | 02/27/2010 - 22:54 | Português | |
Poesia/Poetrix | SEREI O POEMA OU SEREI EU | 8 | 1.235 | 02/27/2010 - 22:51 | Português | |
Poesia/Meditação | SENTIDO | 1 | 1.106 | 02/27/2010 - 21:16 | Português | |
Poesia/Meditação | VER SEM OLHAR... | 3 | 2.271 | 02/24/2010 - 21:12 | Português | |
Poesia/Amor | ÉS ESPECIAL | 2 | 1.583 | 02/24/2010 - 19:33 | Português | |
Poesia/Meditação | O SILÊNCIO QUE NÃO OUVIMOS | 15 | 4.369 | 02/24/2010 - 19:27 | Português | |
Poesia/Amor | O amor acontece... | 1 | 3.553 | 02/24/2010 - 19:26 | Português | |
Prosas/Outros | CADA TOQUE UM VERSO, CADA OLHAR UMA PROSA | 1 | 7.051 | 02/24/2010 - 13:32 | Português | |
Poesia/Amizade | TER UM AMIGO É TER AMOR | 1 | 1.793 | 02/23/2010 - 18:44 | Português | |
Poesia/Geral | MIL VIDAS | 1 | 2.694 | 02/23/2010 - 18:31 | Português | |
Poesia/Tristeza | NÃO ME LEMBRO DE MIM | 10 | 2.053 | 02/23/2010 - 04:32 | Português | |
Poesia/Meditação | ESPERO POR MIM | 4 | 1.029 | 02/21/2010 - 14:32 | Português | |
Poesia/Paixão | DEUSA OU MUSA? | 1 | 2.449 | 02/21/2010 - 13:31 | Português | |
Poesia/Paixão | QUERO REPETIR O NOSSO ENCONTRO | 1 | 2.544 | 02/21/2010 - 13:27 | Português | |
Poesia/Amizade | FAROL DA AMIZADE | 1 | 328 | 02/21/2010 - 13:15 | Português | |
Poesia/Meditação | Antes envelhecer... | 1 | 634 | 02/21/2010 - 13:12 | Português | |
Poesia/Poetrix | NÓ CEGO DE ESCADAS SURDAS | 6 | 532 | 02/21/2010 - 11:49 | Português | |
Poesia/Meditação | HOMEM DE MARTE | 5 | 2.402 | 02/21/2010 - 11:31 | Português | |
Prosas/Contos | DE FORA VEJO-ME MELHOR | 2 | 1.778 | 02/21/2010 - 00:58 | Português | |
Prosas/Comédia | CORDEIROS DE DEUS | 0 | 3.097 | 02/19/2010 - 00:16 | Português | |
Poesia/Desilusão | SOCIEDADE PROSTITUTA | 9 | 786 | 02/18/2010 - 16:51 | Português | |
Prosas/Contos | UM DIA CONTADO | 2 | 1.586 | 02/17/2010 - 23:00 | Português | |
Poesia/Alegria | AMAR SOMOS TODOS NÓS | 11 | 1.079 | 02/17/2010 - 19:55 | Português | |
Prosas/Terror | NÃO DESISTO DE MIM | 2 | 782 | 02/17/2010 - 01:43 | Português | |
Poesia/Meditação | CASTIDADE DO SOL NO SER | 12 | 1.411 | 02/15/2010 - 21:44 | Português |
Comentários
Gostei bastante Bjs na
Gostei bastante
Bjs na alma
...)...(@
Re: VERTIGEM INSPIRADA DE MORTE
Essa dor te dilacera, enquanto frio mofo de cova fúnebre. Rasga o sol na penúmbra do deserto e terás o céu aberto.
Um beijo pra ti
Re: VERTIGEM INSPIRADA DE MORTE
Estou no abismo
dos meus sentidos engasgados
pelo frio que suicida o meu choro
perdido num lamaçal de venenos por beber.
óoooh :-( q se passa poeta,pork essa raiva SURDA!
acha mesmo que está a beira do ABISMO!! Q HORROR. :-(
poema bem conseguido,frases bem escolidas
Gosto muito ;-)
PARABÉNS!!
beijinhoo :-)
Re: VERTIGEM INSPIRADA DE MORTE
"Envelhecem as noites
no meu grito sangrento."
Toda as tuas poesias que hoje li, mostram muita tristeza e muito bem reveladas.
Muito bom.
Re: VERTIGEM INSPIRADA DE MORTE
"vejo-me monstro queimado
nas labaredas do prazer que não tenho."
Ai...a raiva, prima da impotência frente ao querer abstinente... Muito habilmente cantada!