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Vida: um sopro efêmero
Sonhos, expectativas,
estão sempre presentes nas partidas
Seja por aeronaves, navios,
coletivos ou locomotivas
Hoje ou amanhã,
é da natureza humana partir
Na grande aventura da vida,
em busca de um novo porvir
Todavia, em meio às nossas caminhadas
Inda que a moderna tecnologia segurança nos proporcione
E impulsione a navegar terras nunca dantes exploradas
A imprevisibilidade em ansiedade nos consome
A vulnerabilidade humana é condição limitante
Ante o poder das forças da natureza
Que em turbulência nos traz a incerteza
E a viagem interrompe bruscamente.
Todavia, a possibilidade de transcender
Inerente à condição humana, de espiritualidade
Nos possibilita refletir, ir além mar,
Emergir da dor, da súbita e brusca separação,
da saudade
Inda que o trágico acidente ou cruel fatalidade
< Melhor a dúvida que o “se...” da culpa atormentando o juízo>
Nos prive fisicamente do fraterno convívio
Que a oração seja uma alavanca para trazê-los à nova realidade
E permita a eles seguir voando,
na viva essência
Despidos dos vínculos terráqueos,
imersos na chama que não se apaga
Livres em direção ao destino comum, próxima estação
Despertos para outros sonhos,
encontros e partidas,
e que segurem firmes na cósmica Mão...
AjAraújo, o poeta humanista, homenagem às vidas ceifadas neste trágico vôo da Air France, escrito em 3/6/09.
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