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Diablo Capitulo 4 (Parte 1/4).

Anoitecia pesadamente em Los Caidos e a fome começava a dominar o Principe Negro. Havia horas e horas que circulava pela cidade, no meio do mar de gente que diariamente cruzam os passeios e avenidas da cidade e se de inicio ficara deliciado pela quantidade de auras negras com que cruzava, agora tudo lhe precia enfadonho e sem qualquer ponta de interesse.
Precisava de um sitio para ficar, para formar um Quartel general. Chegara á conclusão que se estava impedido de um dia chegar a Imoraland, ao menos podia criar um Império Negro aqui.
Nada lhe poderia fazer frente e ele mesmo o provara no Bar, onde despachou sete homens sem sequer começar a suar.
Na verdade este era o primeiro dia da sua vida. Aqui poderia governar, livre do julgamento das Divindades Negras e aqui poderia ser o verdadeiro Lider que sempre pensou ser.
Para além do mais, não registara a presença de qualquer Ser com aura Branca ou Celestial, pelo que seria de todo impossivel os Sagrados term aqui seguidores.
Contudo a verdade é que a ausência de inimigos poderosos ou de alguem que lhe pudesse fazer frente, desmotvou-o rapidamente e num jeito próprio de quem tem o Mundo a seus pés pensou no primeiro objecto. O Objectivo imediato do seu plano, o Quartel General.
Ganhando coragem para enfrentar um simples mortal, provavelmente desprovido de intelecto, o sujeito dirigiu-se até a um prédio, seguindo atentamente a placa, aluga-se quarto e baixando os olhos segui pelas escadas em direcção ao dito apartamento.
Após ter batido duas vezes na porta, um sujeito magro abriu a porta e após o estudar uns minutos, embaraçado com a aparencia do Principe Negro, retorquiu:
-Posso ajudá-lo em algo?
-Quero alugar o apartamento!- Clarificou num Castelhano imperfeito.
-Ah, pois...Não alugoa estrangeiros, desculpe!
-Quero alugar o apartamento!
-Percebo, mas de momento não será possivel. sabe, são politicas da empresa. desculpe!
Sem esperar a reacçaõ do visitante, o sujeito magro tentou fechar a porta, como dando por concluida a conversação, quando reagindo maquinalmente a mão e a ponta do pé direito do Principe impediram que fechasse a porta e num encontrão, abriu-a para desespero do inquilino:
-Hombre, que haces...
Semicerrando os olhos, num gesto incontido de furia, ele agarrou o pescoço do inquilino atirando-o posteriormente de encontro á mobilia. Sacudindo as mãos e enquanto o inquilino gemia, sacudiu as mãos e voltando a o agarrar encarou-o. Então o incrivel sucedeu. um raio de luz vermelha saiu dos olhos do Principe e incidiu na Iris do inquilino. Depois , tão rapidamente como a luz surgiu, ela desapareceu e ele deixou cair o sujeito no chão, enquanto sorria de prazer:
-Mestre, estou aqui para o servir!
-Perfeito. O meu primeiro sargento. Aqui nesta espelunca daremos inicio a um Império. A partir de agora serás Azhim o meu sargento.
-Como pretender senhor.
-A tua funçaõ será a de me colocar ao corrente de tudo nesta cidade. Quem a controla? Quem a defende? Como a defende? o que há para além deste País?
-Compreendo senhor.
O principe ergueu os braços em sinal de vitória:
-Serei pela primeira vez dono de tudo isto. serei unico, serei invencivel e ....
Estacado diante da pequena janela, os olhos do principe tremeram enquanto observava as pessoas que circulavam em direcção contrária. Por momentos ficou perplexo , num misto de sentimento entre medo e satisfação, ao ver uma imensa aura branca sobre a cabeça de uma jovem que circulava apressadamente na direcção contrária aquela onde se encontrava.
refeito do choque, arrastou o seu sargento até á janela e ao ouvido ordenou:
-Tu tens o dom do toque maléfico. basta tocares em qualquer mortal para logo ele te seguir. Age com precaução e traz-me aquela criatura à minha presença. Quero-a!
-Sim, meu mestre.
Sem perder tempo o jovem saiu a correr em direcção ao seu alvo.

No outro lado do passeio Sarah voltava a perder o sinal forte que recebera havia poucos minutos. Pudera por uma fracção de segundos descortinar uma imensa aura negra na direcção onde agora se encontrava, mas de subito ela havia desaparecido. Contudo no seu instinto, algo lhe dizia que estava perto, mas na verdade, agora que alcançava o local onde se apercebera da aura, o sinal havia cessado.
Era urgente encontrar o principe Negro, antes que ele pudesse formar exército. Era urgente salvaguardar a vida deste Planeta.
Não recebera qualquer indicação util por parte dos seus superiores sobre o " Modus Operandi" deste novo Mundo, nem fazia a minima ideia de como enfrentar o Principe Negro. tudo o que sabia é que carregar uma espada nas costas, oculta pelo espesso casaco, sob o calor das noites do México, não lhe parecia uma boa ideia.
Por outro lado, a vantagem da visão anglical, que lhe permitia ver uma aura, mesmo à distancia de 300 mestros, numa noite escura dava-lhe algum conforto. para ser perfeito, pensou, só precisava de encontrar um local onde descansar algumas horas.
Durante todo o dia tinha caminhado sem destino certo e agora, por mais perfeita que fosse a sua condição fisica o seu corpo já começava a dar sinais de alguma fadiga.
O recente reforço para o novo exército do Principe Negro, caminhava cuidadosamente sem fazer grande intenção de que a sua vitima reparasse nele. Agia mecânicamente e por impulso, como que dominado à vontade de algo ou alguem que não compreendia mas que a esse alguem não resistia. Num gesto cuidado, ia tocando nos transeuntes com que se cruzava e aumentando o pelotão de perseguição. Como toque maléfico, bastava um simples contacto para quem já possuisse uma boa quota parte de lado negro em si, obedecer.
A saída e um bar nocturno, perto de onde Sarah estava, permitia aumentar ainda mais o pelotão. Em breve seriam 20 ou 30.
Sarah, a anjo Guerreira optou por sentar-se um pouco, num dos muitos bancos de madeira disponiveis na berma da estrada e pacientemente inspirou tranquilamente o ar da rua.
A poucos metros de si, ouviu passos e já a começar a ficar com sono, deitou uma olhadela rápida e num ápice os seus sentidos ficaram alerta. Uma Aura negra gigantescca aproximava-se rapidamente. Seriam já "soldados" do principe?Assumindo uma atitude calma e meditativa, sondou rapidamente em redor, á procura de mais ameaças e analisando o hipotético campo de batalha.
O passeio era de pequenas dimensões, iluminado por fócos densos dos candeeiros de iluminação e com alguma intensidade, os carros circulavam a cerca de 20 metros do banco onde se encontrava.
Não teria muita liberdade de movimentos e alertaria toda a população provocando o caos.
ANALISA AS CONSEQUÊNCIAS!
Cumprindo o primeiro mandamento do que lhe ensinaram na academia, Sarah, ergueu-se e voltando costas á mancha que se aproximava acelerou o passo , dobrando a esquina da Avenida , procurando desesperadamente um espaço amplo e devidamente afastado dos olhares curiosos.
A aura seguia atenta aos seus passos. Definitivamente era a el que queriam.
Sem perder mais tempo, Sarah principiou a correr, sempre em na mesma direcção, enquanto o som dos passos duplicavam atrás de si.
Não poderia correr muito mais tempo, ou teria que enfrentar os seus opositores cansada e desgastada, pelo que vendo um pequeno jardim, perto da Estátua da Independencia, procurou o abrigo de uma árvore e concentrando-se , fechou os olhos e deixou que a mente a guiasse. A expressão anjo da guarda, ganhou o seu espaço, mais não sendo que um sexto sentido especial, um modo peculiar de captar sons e desenhar na mente dela o que efectivamente se passava. Era como se fosse um filme mal rebobinado. Podia ouvir a respiração deles, o bater do coração deles, os seus passos. podia até contá-los mas era incapaz de conseguir distinguir as feições de cada um.
Mesmo com este pormenor a visão " anjo da guarda" era-lhe mais util que a visão normal de um mortal á noite.
Sacando a espada e erguendo-a verticalmente aguardou pelo momento certo, até que ouvindo os primeiros passos atrás de si, assumiu a sua ofensiva e atacou.
Mantendo so braços sufucientemente afastados do corpo, para uma maior liberdade de movimentos, Sarah ia golpeando com precisão a veia jugular dos dois primeiros opositores.
Outrso dois se seguiram quando tentaram apanhá-la desprevenida na retaguarda e mais dois, que surgiram repentinamente pela direita.
Não conseguindo distinguir feições, ela apenas se preocupava em rodar, em se movimentar, em dificultar que fosse atingida pelas costas.
Num dado momento da luta, os sons ficavam confusos, os passos continuavam a aumentar, parecia que mais gente ia surgindo e surgindo e as suas forças, não estavam própriamente no auge.
Sem tempo para pensar, agiu por impulso e cometeu o seu primeiro erro dessa noite. Ao tentar saltar para um ponto mais afastado, a fim de alargar o circulo que prontamente se fechava á sua volta , baixou a guarda e do seu lado direito ouviu-se o som de um disparo para em segundos ela sentir a dor da bala, atingir-lhe um ombro.
Nunca Sarah ouvira uma bala, ou lutara com tal equipamento. Nunca ela havia provadol a dor de um projéctil a alojar-se violentamente no corpo e o impacto foi devastador.
Gemendo veraddeiramente de dor pela primeira vez na sua vida, catapultada para o solo com o impacto do titro, largou a espada, caindo de costas no relvado do jardim, para gáudio dos seus opositores:
-Não lhe toquem, o Mestre quer ela viva! - Retorquiu o recentemente nomeado sargento.
-Que se dane! Ela é má e vai ser castigada.
-Não. O Mestre expressamente advertiu que ela deve regressar comigo.
-O Mestre que a venha buscar.
Como Tubarões famintos no meio de um oceano ao pressentirem o cheiro de sangue, assim os recentemente selecionados pelo Sargento, rejubilavam ante a oportunidade de a matar.
Aproveitando a distração e temendo novo disparo, sarah reuniu o máximo de forças que podia e ergueu-se num ápice, socando e pontapeando os que se encontravam perto.
-Agarrem-na. Agarrem-na já!
O disparo efectuado momentos antes alertara uma viatura policial, que vendo um aglomerado de gente em volta de uma jovem, reclamava via rádio por reforços e sem contemplações optaram por avançar sobre o grupo, com disparos para o ar.
O simples som de novos disparos, tolheu de pânico os movimentos de Sarah, que não reagiu ao movimento certeiro de um pau em direcção á sua testa, sendo atingida implacávelmente.
Perante os gritos de satisfação dos membros do recente grupo, Sarah perdeu os sentidos.
Se ela tivesse aguentado uns minutosmais, teria presenciado algo unico!
Da escuridão do parque um Ser envolto em chamas avançou obstinadamente para os presentes, saltando para o meio do grupo.
Estupefactos, os membros do grupo tentaram reagir, disparando sobre ele e então, uns olhos de fogo vivo. Uns olhos sem qualquer ponta de clemência, brilharam no Ser de fogo, e foi a ultima coisa que viram antes de rajadas de fogo os consumirem.
A policia que entretanto se aproximava do local, observavam inertes a aparição de Diablo e não reagiram quando ele pegou na guerreira ao colo, e na espada e em saltos alargados desapareceu na direcção contrária, sumindo rapidamente do Horizonte.
Sem saberem bem o que fazer, os policias optaram por deixar os sobreviventes do grupo fugir e sentaram-se perto do local, no relvado com as pernas a tremer.
A alguns metros dali, devidamente escondido pela vegetação o Principe Negro, coçou o queixo apreensivo após a aparição do Ser de fogo e entre dentes murmurou:
-Que raio de Mortal é aquilo?

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sábado, abril 9, 2011 - 00:49

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