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Filosofando

Para que queres tu ó vida que te abra a janela? Queres ficar como os filosofos, tão cegos nas suas ideias, tão fechados na ave do rio obscuro? Deixa antes que te abra o sonho, que te feche todos os postigos para não sofreres como a humanidade. Deixa...deixa que te  dê um campo sem nenhum porto, que brinca aos pasos das luzes do rio, como figura que te conhece. Deixa que te mostre as pedras reais, onde escreveram versos à descoberta e do poeta que fala de ti, com uma linguagem de homens, daqueles que recusam rótulos no ente e das flores que sentem as coisas vivas, sem precisarem de dogmas, pois elas têm mais pensamento e mais simplicidade que todas as filosofias.

Sabes...de uma maneira próxima e comovida, sinto o rio a meu lado, fitando-me, escolhendo-me para amar. Porque os olhos entendem estes pensamentos, este existir mais as coisas, pois que não as muda porque existem de outrora e ensina-me as cores, os ventos e a ler as estrelas ( eu que nem sei ler nem escrever....) Talvez por me sentir completa quando de manhã vou para o campo e saber que lá não sou nada, que sou penas feliz, quando cheiro e falo com o rio, com as pedras, com os pássaros que me contam todas as verdades.

Por isso te digo em segredo, que existem alguns que me chamam louca, quando no Inverno deixo que a água fria do rio entre na minha pele. Nesse momento sinto um calor sublime, uma noção de sentimentos, como por instantes eu não existisse. Mas o facto de existir, ainda me torna mais límpida, com as mãos e os pés a ensinarem-me todas as sensações.

Ó vida porque te continuas a enrolar na estrada ou na mudez da nostalgia? Quando me sinto assim, com o sal colado e  fechado que me deixou triste, vou a correr para o meio da erva, onde me deito ao comprido. Fecho os olhos e sinto toda a verdade a entrar no meu corpo...e assim preciso de tão pouco para ser feliz.!

Agora que já leste este entendimento, vai Vida e faz como eu...verás que todas as janelas se abrirão em pétalas e o cheiro a sal te fará sentir que vale a pena viver.

 

Eduarda

 

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segunda-feira, março 5, 2012 - 21:05

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