CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
vozes
Estas vozes clandestinas,
Em tiras finas ,
em laivos de cifras,
Pisando urtigas e fadigas ,
que não calo,
Não quero calar,
não paro de nelas morar.
Estas vozes clandestinas,
Casas caiadas de mapas
e continentes que não calo,
Mexem quando falo e crescem ,
Estas vozes clandestinas,
Que racham , de maneira grave ,
a madeira do tecto do meu desaguo , no rio decifrado,
É meu paradeiro de taberna ,
De desordeiro ,
arcabouço grosso e tosco , quando grosso,
Mestiço ,clandestino de poço Mouro.
Estas vozes clandestinas ,
Que simulo em pensamentos,
Não são minhas quando as calo ,
Sinto-as dentro ,
quando ditas aos orvalhos,
Das manhãs despertas e aos talismãs
Que m'emprestam ,
são finas e espíritas ,
belas e ditas ,assim , deveras,
Quando moro nelas,
e me revelam as cifras d'elas,
Estas vozes franzinas como luzes de velas,
Estas cifras.
Jorge santos
Submited by
Ministério da Poesia :
- Se logue para poder enviar comentários
- 13209 leituras
Add comment
other contents of Joel
| Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post |
Língua | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ministério da Poesia/Aforismo | não tarde | 0 | 14.868 | 11/19/2010 - 18:16 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | fecha-me a sete chaves | 0 | 9.358 | 11/19/2010 - 18:16 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | inventar | 0 | 16.392 | 11/19/2010 - 18:16 | Português | |
| Ministério da Poesia/Dedicado | professas | 0 | 16.071 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | amor sen'destino | 0 | 32.105 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | andorinhão | 0 | 13.776 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | sentir mais | 0 | 21.987 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | palabras | 0 | 22.594 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | A matilha | 0 | 19.632 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | ao fim e ao cabo | 0 | 9.669 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | o bosque encoberto | 0 | 18.608 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | nem teu rubor quero | 0 | 10.248 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | em nome d'Ele | 0 | 19.707 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | Troia | 0 | 22.356 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | desabafo | 0 | 21.281 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | Inquilino | 0 | 21.519 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | Pietra | 0 | 27.661 | 11/19/2010 - 18:13 | Português | |
| Ministério da Poesia/Aforismo | não cesso | 0 | 19.939 | 11/19/2010 - 18:13 | Português |






Comentários
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.