POÇÃO DO AMOR

[Fantasia?]

Subtraio as mágoas

Somo:

Perfume de magnólia

Sumo fluido de olhar lacrimal                                                                                                                           (rosa de uma virgem)

Felicidade da inocência                                                                                                                                      (riso de criança)

Partitura em compasso melódico... sinfónico                                                                                                (essência pura)

 

Começo:

O tamanho dos meus braços é do tamanho do mundo                                                     (assim o abraço)

Suporto toda a dor sem me magoar                                                                                       (abafo todo o sofrimento)

Êxtase contido em prazer ancestral                                                                                        (já quase esquecido)

Um prazer tão puro...

Como fazer do orgasmo o estado natural

Tolero tudo e tudo me tolera

 

E o abraço eterniza-se

E toda a doçura se sente

E a lágrima que se desprende... pertence a toda a gente

E tudo é brandura regente

( e a voz que se ouve é só uma e a todos pertence)

É o regresso ao âmnio envolvente...

Quente.

(O Medo já não tem medo)

 

A inebriante infecção de partilha... condensa-se no acto - Copulação                                                                ("o mundo num só grão")

(e os animais e plantas voltaram a falar... e nós Homens, falámos com eles)

 

Toca-se no tempo

Estilhaça-se a matéria

- Um Riso pleno de verdade, conta uma anedota em segredo:

Eu, de Humor, me chamo " Amor". -

 

 

 

 

in A Natureza das Coisas

RICARDO RODEIA

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Sunday, July 10, 2011 - 03:27

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