Ainda Não

Ainda não será
desta vez.
Falta-me amar
a doce Inês.
Fazer-lhe a corte
nos frescos bosques
lusos,
dizer-lhe dos meus
amores reclusos
e dos meus poemas
inconclusos.
Falta-me, ainda,
organizar minha escrita
e conhecer a Alma
do corpo de Maria Rita.

Ainda preciso ver o
filho que fiz,
navegar os Oceanos
de seus planos.
Quero, antes, revisitar
as mulheres que amei,
as utopias que sonhei
e as ruas que andei.

Que a Parca
exercite a paciência.
Que Caronte repouse
seu funesto barco.
Recuso-me a morrer agora.
Não antes da próxima Aurora.

Só depois de satisfeitos
os meus desejos
é que colocarei um
ponto final em minha sentença.
Só, então, deixarei de
ser uma presença.

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Tuesday, February 7, 2012 - 19:15

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fabiovillela

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