O pus

CUSPO O pus
Do amar-te morto em viés.
Do apodrecido,
Nosso desamor,
Os vermes comem
Meu peito seco e sem dor.

Cuspo o pus
E todos os meus escarros.
Caí adoecido
E nesse ódio me banho.
Com grito visceral
Eu choro esse lanho...

Cuspo o pus
Da ferida que descarno.
Quis ser acolhido
E quis querer-te bem!
Mas o romance mataste
E não vales vintém!

Cuspo o pus
Da lembrança do teu nome.
Pereci ferido...
Quanto mal me fizeste!
Morri, dentro
Do meu peito, agreste...

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Saturday, February 18, 2012 - 21:22

Poesia :

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