Literatura

Minha literatura começa assim
Na casa velha de Machado de Assis.
Nada diferente da minha realidade
E agora José?
Não sou Carlos Drummond de Andrade.

Na literatura palavras vou juntando.
A minha vida é seca como diz: Graciliano Ramos.
Mas chegou a hora da estrela nesse grande universo.
Quem me disse isso, foi Clarice Lispector.

Entre mim o tempo e o vento tudo gera conflito.
Como eu queria ter conhecido Érico Veríssimo.
Minha vida esta um cortiço que tenho até medo.
Até outros dias falei com Aloísio de Azevedo.
E nem mesmo assim minha literatura achou contexto.

Encontrei a moreninha logo cedo.
E então liguei para o Joaquim Manuel de Macedo.
Mas as primaveras passaram e ninguém percebeu.
Somente Casimiro de Abreu.
Amar, verbo intransitivo.
Mario de Andrade entendia bem disso.
Literatura, literária da liturgia.
Brincar com as palavras sempre foi o que eu queria.

Ou isto ou aquilo quem reconhece.
Somente Cecília Meireles.
Sobre a viuvinha quem já ouviu falar?
Nem mesmo José de Alencar.
Então melhor deixar pra la.
Assim vou lembrando da nossa literatura.
E por aqui acaba minha escritura.
          
                        Autor: Elvis poeta de rua  

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Friday, April 10, 2015 - 01:51

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