Amor prisão

O amor é uma cadeia de vidro,
Tal como faz falta ao rio,
Despejar na foz a água,
Também em nós um regato
Da sede é partilhado nos
Teus lábios, dos meus..
Sinto na demora o estéril
Que é esperar, também tenho um rio
Interior, mar porém seco
Na voz outrora fresca,
Agora fria como os seixos
Em volta da Maré vazia.
Solto, o amor é uma cadeia
Mineral, não se pronuncia
Em escala humana, sente-se
Quando se cala na voz
A interpretação do olhar,
Tal como faz socalco no rio
Quando encalha o mar
Limite, faz falta um rio,
No meu desaguar de foz,
Pra que se não quebre o aluvião
De argila em caos de cacos
No meu peito cadeia, prisão..
O amor é uma cadeia sem grades
Nem ameias de castelo tem,
Nem nas minhas veias mornas corre
Ou correu intrépido, algum rio…
Jorge Santos (27/08/2015)
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Pra que se não quebre o
Pra que se não quebre o aluvião
De argila em caos de cacos
No meu peito cadeia, prisão..
Pra que se não quebre o
Pra que se não quebre o aluvião
De argila em caos de cacos
No meu peito cadeia, prisão..
Pra que se não quebre o
Pra que se não quebre o aluvião
De argila em caos de cacos
No meu peito cadeia, prisão..
Pra que se não quebre o
Pra que se não quebre o aluvião
De argila em caos de cacos
No meu peito cadeia, prisão..
Pra que se não quebre o
Pra que se não quebre o aluvião
De argila em caos de cacos
No meu peito cadeia, prisão..
Pra que se não quebre o
Pra que se não quebre o aluvião
De argila em caos de cacos
No meu peito cadeia, prisão..
Pra que se não quebre o
Pra que se não quebre o aluvião
De argila em caos de cacos
No meu peito cadeia, prisão..
Pra que se não quebre o
Pra que se não quebre o aluvião
De argila em caos de cacos
No meu peito cadeia, prisão..
Pra que se não quebre o
Pra que se não quebre o aluvião
De argila em caos de cacos
No meu peito cadeia, prisão..
Pra que se não quebre o
Pra que se não quebre o aluvião
De argila em caos de cacos
No meu peito cadeia, prisão..