Escravidão moderna
Para quem não tem coragem de pensar
Aos que tem a mania de fazer rodeios
Não posso dimensionar o universo do poder mental
E sei o quanto é complicado renegar os pecados
Que assola um mundo sem escrúpulo
Que aterroriza os excluídos
Vagando perdidos sem nenhum abrigo.
Eu tenho coragem de bradar contra o sistema
Ou minha vida é uma vergonha
Cujo destino é ser invisível
Numa sociedade tão caótica e sem compaixão?
Dou esmolas para um defunto vivo
Que bate ao meu portão
Ou cerca-me no semáforo
Onde espero o verde de uma nova esperança
E adormeço para não morrer de tédio
Sentindo a miséria de algumas vidas.
Negam os direitos básicos do cidadão
Renegando-o a escravidão moderna
Em salas fechadas e sem câmeras
Negociam as cabeças dos bodes expiatórios
E insultam a inteligência da humanidade.
Militarizam as escolas
Abrem-se as prisões
E dão armas
Tiram o pão
Fazem o circo
Massacram as mentes
No cronograma das manobras eleitoreiras
De uma sociedade monopolizada pelo estado de miséria.
Não vejo fatos novos
Apenas a História se repetindo
Embora a maioria parece nem perceber tudo isso.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense
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