Decaíndo
Meu encéfalo dói, a vida lacera
O revestimento ósseo, trinca!
Alucino na engendrada encefaléia,
Expulso vômitos e anomalias gritam,
Sufocadas pela contundente bizarrice do Ser.
Oscilo entre os pedaços carcomidos.
Estou varrido por um hórrido desgosto!
Tudo o que se vê é um estado leproso,
Deste Ser que apodrece roto.
Endógena a pestilência se enfurece
E em sua oriunda fúria alastra,
Devasta! Corrói de modo irreversível
As células abandonadas pútrias.
Que desventura! Ser morto espasmodicamente.
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Monday, October 5, 2009 - 01:11
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Comments
Re: Decaíndo
Dav,
Mais um trabalho que expressa teu interior e toda a dor!
Abraço
Re: Decaíndo
Meu encéfalo dói, a vida lacera
O revestimento ósseo, trinca!
Alucino na engendrada encefaléia,
Expulso vômitos e anomalias gritam,
Um intenso grito interior.
Gosto dos teus temas e expressões, pouco frequentes em poemas, mas de uma força conceptiva, muito forte..
Excelente!