Sussurros ao Vinho
Conta baixinho
ao copo de vinho
as tuas mágoas…
e cantas depois,
na voz dos outros,
as saudades, as tristezas,
as certezas dos dias
sem viver.
Contas baixinho
ao copo de vinho
a razão de ser
doutra ruga que nasce
ao som do teu canto.
O copo de vinho
lá chora contigo
esse doce e alegre pranto
e na esquina de um fado
enganas a morte,
inventas a sorte.
Conta baixinho
ao copo de vinho
as amizades, os sucessos, as amantes.
Conta baixinho
ao rubro do vinho
o fado, a dor e o medo…
e conta-te o vinho,
de soslaio, de mansinho,
da vida o segredo.
Bar do Beco
Santarém, 26/02/02007 (21h??)
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Thursday, January 7, 2010 - 23:48
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Comments
Re: Sussurros ao Vinho
Um sussurro convidativo que, como um fado e um bom vinho, faz nossa alma cantar e se encantar. Parabéns, Miguel.Bela poesia! Abraço
Re: Sussurros ao Vinho
Gostei do teu poema é muito bonito , já vivi muito "contando baixinho ao copo de vinho".
Beijos
Re: Sussurros ao Vinho
LINDO POEMA, APOIADOS PELO AMIGO "COPO DE VINHO", EM SUSSURROS ENTRE UM BICAR E OUTRO BICAR, SEGREDOS DE SOSLAIO VÃO SAINDO!
Meus parabéns,
Marne
Re: Sussurros ao Vinho
Olá Miguel,
Seja bem vindo!
Gostei bastante de tua escrita, a forma e abordagem. Descrição bem estruturada do que muitos fazem com um copo de vinho!
Tin Tin :pint: