Desafio Poético - Inferno dos poetas
Insónia
Sei bem que não é fácil abrir os olhos naquele quarto vazio, escuro. A sensação de os abrir e manter o breu presente numa ausência de tudo.
A inércia que nos envolve e nos aquece numa conciliação de nada com o tudo que não existe à nossa volta.
O ouvido no peito e a palpitação latejante nas têmporas que se faz ouvir por entre os ecos de uma memória sem glória… inglória… não há glória.
Uma perfeita e tépida dormência que nos abraça pelos cantos obscuros da nossa alma deturpada, outrora virgem.
Não é o dormir que assusta.
Não é no acordar que reside o receio.
O que apoquenta, é precisamente este meio-termo.
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Monday, March 1, 2010 - 20:43
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Comments
Re: Desafio Poético - Inferno dos poetas
Muito bom, fechado com chave de ouro!
"Não é o dormir que assusta.
Não é no acordar que reside o receio.
O que apoquenta, é precisamente este meio-termo."
:)))
Beijinho em ti!!
Inês
Re: Desafio Poético - Inferno dos poetas
Fantástica poesia
Ressalvo
"Não é o dormir que assusta.
Não é no acordar que reside o receio.
O que apoquenta, é precisamente este meio-termo."
adorei
abraço
Re: Desafio Poético - Inferno dos poetas
Não é o dormir que assusta.
Não é no acordar que reside o receio.
O que apoquenta, é precisamente este meio-termo.
Parabéns pelo poema, boa participação!!!
:-)