Poesias Inéditas - A 'sperança, como um fósforo inda aceso

A 'sperança, como um fósforo inda aceso

A 'sperança, como um fósforo inda aceso,
Deixei no chão, e entardeceu no chão ileso.
A falha social do meu destino
Reconheci, como um mendigo preso.

Cada dia me traz com que 'sperar
O que dia nenhum poderá dar.
Cada dia me cansa de Esperança ...
Mas viver é sperar e se cansar.

O prometido nunca será dado
Porque no prometer cumpriu-se o fado.
O que se espera, se a esperança e gosto,
Gastou-se no esperá-lo, e está acabado.

Quanta ache vingança contra o fado
Nem deu o verso que a dissesse, e o dado
Rolou da mesa abaixo, oculta a conta.
Nem o buscou o jogador cansado.

Fonte: http://www.secrel.com.br/jpoesia/fpesso.html

Submited by

Thursday, September 24, 2009 - 15:42

Poesia Consagrada :

No votes yet

FernandoPessoa

FernandoPessoa's picture
Offline
Title: Membro
Last seen: 15 years 14 weeks ago
Joined: 12/29/2008
Posts:
Points: 745

Add comment

Login to post comments

other contents of FernandoPessoa

Topic Title Replies Views Last Postsort icon Language
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Enfia a agulha 0 1.518 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Entre o luar e o arvoredo 0 1.238 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Entre o sossego e o arvoredo 0 1.334 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Epitáfio Desconhecido 0 1.041 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Era isso mesmo 0 1.124 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Eram Varões Todos 0 1.212 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - É um campo verde e vasto 0 1.611 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Eu 0 926 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Eu amo tudo o que foi 0 1.147 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Eu me resigno. Há no alto da montanha 0 1.285 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Eu tenho idéias e razões 0 1.669 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Exígua lâmpada tranqüila 0 942 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Falhei. Os astros seguem seu caminho 0 1.003 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Doze signos do céu o Sol percorre 0 1.899 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Durmo, cheio de nada, e amanhã 0 1.074 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Durmo. Regresso ou espero? 0 1.275 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - E a extensa e vária natureza é triste 0 1.191 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - É boa ! Se fossem malmequeres ! 0 1.292 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - O Louco 0 1.118 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Eh, como outrora era outra a que eu não tinha ! 0 995 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - É Inda Quente 0 1.019 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - E ou jazigo haja 0 974 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - É uma brisa leve 0 1.117 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - E, ó vento vago 0 701 11/19/2010 - 15:55 Portuguese
Poesia Consagrada/General Poesias Inéditas - Em outro mundo, onde a vontade é lei 0 1.292 11/19/2010 - 15:55 Portuguese