Carta a Minha Vida

Muito tenho a agradecer
Pouco a desditar
Sei que sempre soubes dosar
Com equilíbrio e lucidez
A dor da minha insensatez.
Minha razão e emoção
Tantas vezes por ti testadas
São asas de anjos deixadas
No azul mar do esquecimento.

Embora às vezes eu tenha
O estranho e triste vício
de não ver o sacrificio
Que fizeste pra eu não sofrer,
Caio em minhas armadilhas
E isolo-me em minhas ilhas
Mas graças aos seus cuidados
Saio ilesa, porém em pedaços

Perdoe minhas fraquezas,
Releve minhas mentiras,
Suporte os ressentimentos
Que por ventura senti.
Não me deixe antes da hora
De forma alguma depois
Quero partir dessa alma
Numa nuvem breve e calma.

Não julgues meus erros com rigor:
Já aprendi a duros golpes
A, com vontade, recomeçar
De peito aberto e sem medo de errar.
Agradeço as vezes que
Me deixaste cair dolorida:
Foi uma forma de amor
Que reconheço, minha vida.

Sinto que a cada dia
Tu me vens com alegria
Novas verdades mostrar.
Perdoe as muitas vezes
Que não enxergo o óbvio teor
E peco por fraquejar
Deixando de, com presteza,
Por mim mesma lutar.

Agradeço de coração
Por ter podido deixar
Esse pedaço de mim
Nesse mundo infinito de Deus.
Sei que foi com muito carinho
Que ofertaste do meu ser a razão
Esse sentimento tão raro
Me é único e caro:
Faça pouco o seu sofrer
Muito grande o bem querer
E que ela seja a rainha
Da vida que um dia foi minha.

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Thursday, February 18, 2010 - 02:27

Ministério da Poesia :

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anaccquevedo

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