A dor do efêmero

Quando me deparo no incerto,
Me invado inquieto,
Me indago e me alerto,
Quando o coração é vago,
Me alargo em dor,
Insensato amador,
Destrato o que sou.

Quando o dia reluzido,
Me invadia destemido,
Num impávido impacto,
Doía excluído.

O pânico culme,
Sorria explodindo,
Se ouvia um gemido,
Brado oculto.

Esse vulto que é vida,
Um susto dedica,
Plácida lástima,
inculpe, intácta.

O beijo gelado,
À espreita esquadrinha,
Enfeita o que é vida,
Da beleza é parte.

Onde culminará?

Ronivon Soares Diniz

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Monday, March 8, 2010 - 00:42

Ministério da Poesia :

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