Fim

Meus olhos ressequidos,
Cansados, amargurados,
Não tem lágrimas nem vestígios
Desse amor hoje interrado.

Nas promessas, no passado,
Um delito, um pecado,
O amor que me inspirou,
Aos meus dias se acorrentou.

Sem verdades, sem chão,
Luto contra mim mesmo,
Num vazio, na prisão.
Hoje a liberdade se abre no ermo.

As canções que criei,
Hoje só ressoam dor e vazio.
Nem sequer sei o quanto ainda perecerei.
O eco dos meus gritos já se dissolvem
No Céu de anil.

Às vezes só morrendo se conhece a vida.
Da proteção que te ofereci, só me restam feridas.
Recolho agora a minha mão.

Ronivon Soares Diniz

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Sunday, March 14, 2010 - 16:44

Ministério da Poesia :

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