Vento Agreste
Hoje as gaivotas
Esqueceram-se que havia um rio
Para sobrevoar
E ficaram de longe a espreitar
Algumas lágrimas no mar
E eu por aqui…
Só vejo alguns peixes a chorar…
Poderia mostra-lhes um rio
Transparente
Com aroma doce a jasmim
E que seu leito
É um mar sem fim…
Eu trago comigo um vento agreste
Foi o que as serranias fizeram de mim
E deixo um grito nas serras…
Um voo rasgado
De um falcão a planar
Fascínio do alto
Que meus pés vem beijar
Sou como a correnteza de um rio
Que não se esquece de abraçar
O perfume dos montes
E de alguns peixes que ficam
Como aquelas gaivotas no mar
Dolores
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Comments
Re: Vento Agreste
E deixo um grito nas serras…
Um voo rasgado...
Belo poema, uma viagem em vagas de esperança!!!
:-)
Re: Vento Agreste
Quanto mais natural, mais verdadeiro e genuino... aquilo que somos sem os adornos sociais.
Quadro animado.
"(ºoº)"
Re: Vento Agreste
A dicotomia terra/água numa comparação com a dureza da serra e a doçura do rio.
O que seríamos nós sem estes dois polos...
Um beijo
Re: Vento Agreste
É na natureza que devemos buscar a energia positiva, porque ela devolve-nos sempre o que precisamos!
Paz, serenidade e confiança!
A cada dia que passa a nossa alma cresce!