Travesseiros
Dividiram-se as noites
e só restaram
travesseiros
e sonho separados,
além dos desejos
culpados.
Teu lado
está vago
e todo gosto
é amargo,
como uma ironia
de Saramago.
A sombra da noite
é acre, feroz.
Conhecido algoz,
entre as dobras
dos lençois.
O cheiro de amor
terminado,
preenche o silêncio
declarado.
Antigos adornos
desenhados,
retém os inúteis gestos
tentados.
As brancas colunas
já nada sustentam.
Sigamos em paz,
o amor não se refaz
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Monday, April 11, 2011 - 12:42
Poesia :
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Comments
A consciência do fim da
A consciência do fim da relação elaborada poeticamente na tua bela poeisa...
Gostei muito
Travesseiros
Lindo texto, gostei mito!
As brancas colunas
já nada sustentam.
Sigamos em paz,
o amor não se refaz
Meus parabéns,
MarneDulinski