Split cabelo de chocolate

Na resposta do fantasma assolado
Abre-se caminho uma tormenta fascinante
Da terra onde deus perdeu-se nu
E na festa da madrugada
Um bocejar é certo.
Não!
Não rumorejas o cimento dos fracos
Dio-te tal qual tu noita-me

As sandálias desgastaram-se
Na áspera desesperança dum pingo
Domingo-me
Num tal qual mais que anormal
Minguo-me

Contar-lhes-ão das pegadas sobre céus
De labirintos perdidos em dias e noites

Adentraram ao portal da vida
Fugirão dos abertos portais da morte
Aí sim entenderão!
Quão delgadas são as paredes de cada retina nossa
Que no fechar de pálpebras
Desmoronam
Tijolos por tijolos
De cor
De cheiro levantado ao ar nas ventas ociosas

O escalpo
Da hora
E um apalpar enegrecido

Nas linhas dos terremotos, um fino pio
Nos saltos agarrados à mandala, uma prece
Esfregar um nariz e resmungar com bocas distorcidas

Na esfinge em forma de estante
Os livros são cérebros ocultos
De falas mudas
De golpes arrasadores
De cada palavra...
Bombardeada na batalha
Na liberdade ainda querida
E ainda presa não adquirida
Nunca, jamais
Nos mais e mais
jamais
Tudo isto,
Talvez nada
E tanto faz.

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Viernes, Septiembre 2, 2011 - 03:44

Poesia :

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Alcantra

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