Split cabelo de chocolate

Na resposta do fantasma assolado
Abre-se caminho uma tormenta fascinante
Da terra onde deus perdeu-se nu
E na festa da madrugada
Um bocejar é certo.
Não!
Não rumorejas o cimento dos fracos
Dio-te tal qual tu noita-me

As sandálias desgastaram-se
Na áspera desesperança dum pingo
Domingo-me
Num tal qual mais que anormal
Minguo-me

Contar-lhes-ão das pegadas sobre céus
De labirintos perdidos em dias e noites

Adentraram ao portal da vida
Fugirão dos abertos portais da morte
Aí sim entenderão!
Quão delgadas são as paredes de cada retina nossa
Que no fechar de pálpebras
Desmoronam
Tijolos por tijolos
De cor
De cheiro levantado ao ar nas ventas ociosas

O escalpo
Da hora
E um apalpar enegrecido

Nas linhas dos terremotos, um fino pio
Nos saltos agarrados à mandala, uma prece
Esfregar um nariz e resmungar com bocas distorcidas

Na esfinge em forma de estante
Os livros são cérebros ocultos
De falas mudas
De golpes arrasadores
De cada palavra...
Bombardeada na batalha
Na liberdade ainda querida
E ainda presa não adquirida
Nunca, jamais
Nos mais e mais
jamais
Tudo isto,
Talvez nada
E tanto faz.

Submited by

Viernes, Septiembre 2, 2011 - 03:44

Poesia :

Su voto: Nada (2 votos)

Alcantra

Imagen de Alcantra
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 11 años 16 semanas
Integró: 04/14/2009
Posts:
Points: 1563

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of Alcantra

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Ministério da Poesia/General Ode ao ego 0 4.563 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Selo de poesia 0 2.009 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Lua do Sul 0 1.988 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Piso espelho 0 1.658 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Captura 0 2.788 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Lábios às costas 0 1.833 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Tume(facto) 0 2.324 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Brilhância do meio dia 0 2.882 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Emulação da candura 0 2.679 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Outro 0 3.662 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Dor de rapariga 0 2.273 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Rubra Janela da tarde 0 1.540 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Chão em chamas 0 3.082 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Água Purpurina 0 2.345 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Num bar 0 2.219 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Seta esquiva 0 3.291 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Uma noite na morte 0 2.248 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Fios cerebrais 0 1.951 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Sem meios tons 0 3.363 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Rios do norte 0 2.093 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Vírgula et cetera 0 2.030 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Novo eco 0 3.121 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Pés em fuga 0 2.058 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Impressões 0 1.539 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Ossos nossos 0 2.713 11/19/2010 - 19:08 Portuguese