BREVE NOTA A QUEM ME LÊ

 

 

Ao homem o que ao homem pertence,
Nem mais nem menos, que a justa medida.
Mas se ele nem a si próprio se vence,
Como dar-lhe minha mão, aqui estendida?

Esconjuro toda a fé, que tanto traumatizou,
O bom como o menos bom, em sua incongruência
Desmedida e infértil, que não tardou,
Em reclamar do justo, a sã e parca inocência.

Está tudo explicado pela ciência, ó senhores!,
Ninguém ama o que não existe nem se vê…
Que me dizem a mim, os senhores doutores,

Que eu já não saiba? O homem é garante
De sapiência, quer o que lê, quer o que não lê:
Ainda assim, insistem no verso, de turbante.

Jorge Humberto
12/10/07

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Martes, Marzo 13, 2012 - 21:33

Poesia :

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Jorge Humberto

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Comentarios

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interessante

ponto de vista cientifico da vida...

sim, muitos acreditam num conto de fadas mas a verdadeira fé é sustentada por evidências embora não observadas.

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Olá, querida, São,

Olá, querida, São,

não minha querida, nunca me dei a contos de fadas, que é isso senão, viver fora de toda a realidade.

Sou muito critico para com todas as religiões, pois tarde ou cedo, mostram e impõem todo o seu fundamentalismo: se vais pelo mesmo caminho que eu, então aceite serás (observado a cada passo ou gesto teu, por olhos inquisidores): se não vais pelo meu caminho, então merecedor não és, da mão da dita -  que se julga e tem por única verdade - da providência.
 

Ao longo da nossa milenar história, sempre as religiões, em seus santuários restritos, que são as suas igreijas, mais não foram e assim permanecem, do que casas de mentira, nas mãos das beatas o livro, que nunca respeitaram. Pois é vê-las, ante a cruz, pregarem o evangelho, mas logo saindo das igeijas, de tudo e de todos fazem mau juízo, pelas costas, que essa é sua mísera essência. Do Vaticano e seus muros conspurcados, ainda nos diz a história, que ao lado do povo nunca esteve, pelo contrário: vide, que em todas as guerras, sempre suas mãos deram, aos tiranos, para salvaguardar suas muitas riquezas: deixo como exemplo o comportamento que tiveram, para com os monstruosos Nazis, entregando e denunciando, quem da fé fazia o pão que amassava. E assim, neutrais, de joelhos se prostaram, aos senhores da guerra, que usurpavam, sem alma nem coração, a dignidade dos povos, a soberania de seus países, que foram caindo, ao som da cega metralha: das crianças em flor, das mulheres violadas, aos idosos, nada mais, a seus olhos, os olhos dos inermes, nunca por nunca, encarádos de frente, por sua cobardia, e soberba, pois os idosos não eram senão lixo, que como qualquer lixo, não vem importância. E mais afirmo, que tudo o que aqui narro, está nos livros, e a esse que tem por nome Vaticano, vergonha não tem nem terá, assim nos é dado saber, o conluio com os padres pedófilos, que escondiam nas suas celas, enquanto procurados eram pela policia. Como ter respeito aqui? Não se diz o Vaticano, a mãe de todas as igeijas, o exemplo a seguir? E tudo continuoou a ser como sempre o foi e será. Enviando seus pedófilos para outros países, de onde crimes horrendos cometeram, e dizem eles, que o continuarão a fazer, nessas outras distâncias, alimentando sua demência e vis vicios: e digo isto porque vi esses seres ignóbeis, a serem entrevistados, pelos mais ilustres jornalistas, nas salas de clausura, das prisões: os poucos a que a policia conseguiu deitar mão, para cumprirem irrisórios 5 anos, atrás das férreas grades. Sim.. eles continuarão, protegidos pela santa sé. Mas isto também te quero dizer, querida, São: nada me move para com aqueles que têm fé verdadeira, e de palavras coeerentes, fazem seu caminho. Desculpa se me alonguei, agradeço por me escutares, sempre visitando meu cantinho, deixando-me as tuas mui respeitosas palavras.
 

Beijinhos mil
Jorge Humberto

Imagen de Eduarda

Mais que uma meditação

é ler-te esta ironia como realidade dos que olham os olhos a direito.

 

bj

Imagen de Jorge Humberto

Minha mui querida, Eduarda,

Minha mui querida, Eduarda,
 

Uma vez mais deixa que te diga, da felicidade, ao te fazeres presença a meus humildes versos.
Só, quem como tu, sabe tirar toda a essência, aos poemas que lês, poderia deixar as palavras, que se fazem as mais correctas, numa enorme perspicácia, plena de sabedoria.
 

Beijinhos mil
Jorge Humberto

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