Eu Somos, Eles É

Eu Somos, Eles É

Se eu fomentar
Ele vai dilatar
Se eu delatar
Ele vai deletar-me
E ele vai deleitar
Não vou lá jantar
Não vou lá juntar-me
Ninguém sem charme

Se eu não fomentar
Ele também vai dilatar
Mas se eu não delatar
Ele não vai deletar-me
E ele vai deleitar
Eu fui lá jantar
E fui lá juntar-me
Alguém com charme
Não vão detectar-me

Se ele (não) fomentar
Agora vou eu dilatar
Há que saber estar
Até o canapé ter calo
Porque se ele não delatar
Eu não vou deletá-lo
E eu vou deleitar
Ele vem cá jantar
E vou cá juntá-lo
O meu próprio vassalo

Se ninguém fomentar
Alguém vai ao ** dilatá-lo
Mas ninguém vai delatar-me
Um violador com charme
Todos vão deletá-lo
O bebé veio cá jantar
Ninguém se veio a jantá-lo
Todos queriam juntá-lo
À família do trabalho
Onde eu somos, eles é
Cada cargo no seu galho
A falta de pé a deleitar o tripé:

«“Vimo-nos por este meio isentar
Foi ninguém que decidiu cá jantar
E o assédio é um grande flagelo
Fazemos de delatar longe um apelo
Até temos um gabinete a detectá-lo
Pelo telescópio, em forma de falo
Um anti-caralho revestido de halo
Mas não se cospe no prato que dilata
Ninguém em alguém, a casa onde janta
Quem junta a possibilidade de fomentar
Bebés a saber dizer “há que saber estar”».

(06-10-2021)

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Martes, Junio 11, 2024 - 08:12

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Fran Silveira

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