Santrutivo

Sistemática deusa do orvalho matinal
Da visível proeza do sol em combate,
Na luta infindável contra as manhãs.

Siga os sinais da estrada
Não se desespere.

Mortalmente dirigimos nossos sentidos
Na contra mão das câmaras oculares.

Águas destruindo pedras
Pedras se sedimentando
Nas profundezas do riacho nervoso
Do ciclo vicioso da vida.

Luto contra o orvalho toda manhã,
Sou destruído pelas águas revoltas,
Sedimento-me na indomável desventura
Das horas sobrevividas.

No fundo sou o orvalho
O sol
As pedras
As águas
O sedimento.
Sou a metamorfose do meu próprio caos
O ateu do ateísmo evolutivo
O santo da santidade destrutiva,
Uma destruição que culmina na minha própria evolução individual.

Porém, do pressentir dá-ma a certeza,
Dá-ma! E sereno, embora a dor me fira,
Eu sempre bendirei esta tristeza!
(Antero de Quental)

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Martes, Noviembre 24, 2009 - 22:08

Poesia :

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FranciscoEspurio

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Comentarios

Imagen de jopeman

Re: Santrutivo

Lutamos em nós e contra nós, construimos e destruimos a nossa própria (des)contrução. "Sou a metamorfose do meu próprio caos ... Uma destruição que culmina na minha própria evolução individual"

Extraordinário, adorei
Abraço

Imagen de RobertoEstevesdaFonseca

Re: Santrutivo

Parabéns pelo belo poema.

Gostei.

Um abraço,
REF

Imagen de MarneDulinski

Re: Santrutivo

LINDO GOSTEI!
Sou a metamorfose do meu próprio caos
O ateu do ateísmo evolutivo
O santo da santidade destrutiva,
Uma destruição que culmina na minha própria evolução individual.
Meus parabéns,
MarneDulinski

Imagen de Danielagomes

Re: Santrutivo

Gostei bastante!
"Sou a metamorfose do meu própio caos
O ateu do ateísmo evolutivo
O santo da santidade destrutiva,
Uma destruição que culmina na minha própria evolução individual"

Achei genial,parabéns.
Bjo :-)

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