O filho do vento

Ainda lembro como as palavras se perdem,
Como pesam os deveres das ramagens sempre
Que há uma nota que interrompe o silêncio
Que me interpreta contra o vento.

Foram sempre vulgares os desacordos entre nós…
Como se um abraço pudesse romper com o rumo
Que nos escolhem!
E pergunto se poderá o céu nos amar a ambos?

Preferia ter nascido muito antes de morrer,
Mas, no entanto, sempre soube que não teria
O que vestir se olhasse por outros olhos que
Não os meus…O que diria se me visse?

Desconfio que não será este mesmo suspiro
Que te faça gostar de mim, contudo, imagino,
Que se houver um vazio onde haviam demasiados
Charcos no meu peito talvez me consigas levar
Onde nunca as memórias o fizeram.

Nunca foi fácil a nossa vida, juntos, nem mesmo
Quando um sorriso roubaste ao acariciares a minha
Pele…que logo no instante seguinte azulou e tremeu.

Não espero que venhas a perceber, nesta ou noutra
Vida qualquer, a dor que enche cada dia das
Minhas lágrimas, mas digo-te isto para saibas que a
Maior parte das vezes…fui eu quem tu fizeste chorar!

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Lunes, Febrero 15, 2010 - 21:30

Poesia :

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jopeman

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Comentarios

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Re: O filho do vento

lindo
parabens
um abraço
cs

Imagen de RobertoEstevesdaFonseca

Re: O filho do vento

Gostei deveras.

Um abraço,
Roberto

Imagen de HelenaIsabel

Re: O filho do vento

Olá Jopeman!

Um poema lindíssimo
carregado de simbologia, de dor

Gosto muito ler-te.

abraço

Helena

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