Sujeição ou o primeiro poema do vate tido

Mais um rasgo.
Um outro punhal.
Mais esta noite, igual a toda a cegueira que meu peito nú exibe diante do cúmplice reflexo que me vigia enquanto não durmo.
Enquanto nunca durmo…
De humano, apenas ruínas em dolência narcotizada.
De homem, a peçonha envenenada que para mim estaria escrita, que a mim foi ordenada dádiva!
Borras do cálice dourado, cera de minha luz quente, domada pelos vestidos invisíveis que me entontecem o prazer da morte, ainda que esperneando impura vida. Cera que se mistura no caldo, que se envolve na lia e vaza por minhas veias rasgadas
manchando o lustre da napa que cobre este altar.
De poeta, só frases desatadas e tinteiros quebrados. Escrevo no fogo como em papel, escrevo o que de nada há para ser lido, escrevo num rio como no espelho partido, escrevo em branco com lágrimas de uma costela de Adão, escrevo de raivas mil, tais cantos inúteis e até os de Abril!
De mim, apenas o arremessado pelo público endiabrado, tais almas castas que o deboche tomam por ideal, aquele pagode angelicamente teatral movido pela sícera cáustica, fácil, frígida, de insânia, de união inconsciente; momentaneamente eterna…
Vivo para a minha caixa turvada! Que é um caixão! Que é um tumulo…
Agora, sou as traseiras do pano de veludo que se encovava nos vidros…. Já rachados…
Que salvação a minha! Bucólica arte ensanguentada…sacrilégio amado!
Para lá! Feitiço que medra, palpitação que endoidece…Mais um rasgo.
Um outro punhal.
Mais esta noite, igual a toda a cegueira que meu peito nú exibe diante do cúmplice reflexo que me vigia enquanto não durmo.
Enquanto nunca durmo…
De humano, apenas ruínas em dolência narcotizada.
De homem, a peçonha envenenada que para mim estaria escrita, que a mim foi ordenada dádiva!
Borras do cálice dourado, cera de minha luz quente, domada pelos vestidos invisíveis que me entontecem o prazer da morte, ainda que esperneando impura vida. Cera que se mistura no caldo, que se envolve na lia e vaza por minhas veias rasgadas
manchando o lustre da napa que cobre este altar.
De poeta, só frases desatadas e tinteiros quebrados. Escrevo no fogo como em papel, escrevo o que de nada há para ser lido, escrevo num rio como no espelho partido, escrevo em branco com lágrimas de uma costela de Adão, escrevo de raivas mil, tais cantos inúteis e até os de Abril!
De mim, apenas o arremessado pelo público endiabrado, tais almas castas que o deboche tomam por ideal, aquele pagode angelicamente teatral movido pela sícera cáustica, fácil, frígida, de insânia, de união inconsciente; momentaneamente eterna…
Vivo para a minha caixa turvada! Que é um caixão! Que é um tumulo…
Agora, sou as traseiras do pano de veludo que se encovava nos vidros…. Já rachados…
Que salvação a minha! Bucólica arte ensanguentada…sacrilégio amado!
Para lá! Feitiço que medra, palpitação que endoidece…Mais um rasgo.
Um outro punhal.
Mais esta noite, igual a toda a cegueira que meu peito nú exibe diante do cúmplice reflexo que me vigia enquanto não durmo.
Enquanto nunca durmo…
De humano, apenas ruínas em dolência narcotizada.
De homem, a peçonha envenenada que para mim estaria escrita, que a mim foi ordenada dádiva!
Borras do cálice dourado, cera de minha luz quente, domada pelos vestidos invisíveis que me entontecem o prazer da morte, ainda que esperneando impura vida. Cera que se mistura no caldo, que se envolve na lia e vaza por minhas veias rasgadas
manchando o lustre da napa que cobre este altar.
De poeta, só frases desatadas e tinteiros quebrados. Escrevo no fogo como em papel, escrevo o que de nada há para ser lido, escrevo num rio como no espelho partido, escrevo em branco com lágrimas de uma costela de Adão, escrevo de raivas mil, tais cantos inúteis e até os de Abril!
De mim, apenas o arremessado pelo público endiabrado, tais almas castas que o deboche tomam por ideal, aquele pagode angelicamente teatral movido pela sícera cáustica, fácil, frígida, de insânia, de união inconsciente; momentaneamente eterna…
Vivo para a minha caixa turvada! Que é um caixão! Que é um tumulo…
Agora, sou as traseiras do pano de veludo que se encovava nos vidros…. Já rachados…
Que salvação a minha! Bucólica arte ensanguentada…sacrilégio amado!
Para lá! Feitiço que medra, palpitação que endoidece…Mais um rasgo.
Um outro punhal.
Mais esta noite, igual a toda a cegueira que meu peito nú exibe diante do cúmplice reflexo que me vigia enquanto não durmo.
Enquanto nunca durmo…
De humano, apenas ruínas em dolência narcotizada.
De homem, a peçonha envenenada que para mim estaria escrita, que a mim foi ordenada dádiva!
Borras do cálice dourado, cera de minha luz quente, domada pelos vestidos invisíveis que me entontecem o prazer da morte, ainda que esperneando impura vida. Cera que se mistura no caldo, que se envolve na lia e vaza por minhas veias rasgadas
manchando o lustre da napa que cobre este altar.
De poeta, só frases desatadas e tinteiros quebrados. Escrevo no fogo como em papel, escrevo o que de nada há para ser lido, escrevo num rio como no espelho partido, escrevo em branco com lágrimas de uma costela de Adão, escrevo de raivas mil, tais cantos inúteis e até os de Abril!
De mim, apenas o arremessado pelo público endiabrado, tais almas castas que o deboche tomam por ideal, aquele pagode angelicamente teatral movido pela sícera cáustica, fácil, frígida, de insânia, de união inconsciente; momentaneamente eterna…
Vivo para a minha caixa turvada! Que é um caixão! Que é um tumulo…
Agora, sou as traseiras do pano de veludo que se encovava nos vidros…. Já rachados…
Que salvação a minha! Bucólica arte ensanguentada…sacrilégio amado!
Para lá! Feitiço que medra, palpitação que endoidece…

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Martes, Abril 6, 2010 - 23:10

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EliasFreitas

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Bom poema!!!

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