Selo de poesia

Vigília prismática antevê marés risos à tona
Enjôos maceram feições da carne Gibraltar
Um gesto bávaro ao largo
Cospe o ceifar dum pulso adulto nas trevas da infância

Olhos peninsulares e ouros perdidos,
Células resplandecentes quebram hereditários traços

Foste o titânio derretido no forno do sensível
Na caloria inocente do toque e da brandura

Moles palavras que olham
Luzes embrenhadas em oculta negra caverna

És a luz que murmura vossas vertigens meteóricas

Ao solo dois joelhos
Compassam quadris.
No movido corpo em esse,
Rodeiam anjos vivos na maldade humana
Como vidas paralelas
Em planos opostos
Ou encaradas sentidas,
Não ouvidas, na sonolência da prisão do plano.
Rasga pano então há dor
Sentir até por
E por saber por
Não piora
Não fala
Não mata o que não é vida
Porque vida não mata o que não é morte

Submited by

Jueves, Abril 8, 2010 - 01:14

Poesia :

Sin votos aún

Alcantra

Imagen de Alcantra
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 11 años 13 semanas
Integró: 04/14/2009
Posts:
Points: 1563

Comentarios

Imagen de Henrique

Re: Selo de poesia

Foste o titânio derretido no forno do sensível
Na caloria inocente do toque e da brandura...

Fantástico!!!

Os teus poemas são sempre extremos!!!

:-)

Imagen de ÔNIX

Re: Selo de poesia

Os teus poemas, ora alcançam a dureza granítica das terras de onde venho; (Nasci nas terras altas, e nas serras o granito sobressai, a par de uma grandeza enorme, quase a tocar o céu de onde se avista o rio), ora ganham esta suvidade estática de um momento meu em que te leio.

Uma nova vida nasce em mim, através das tuas palavras, pela força com que as imprimes.

Sela-se uma forte ligação que desconheço, mas que me sabe bem

Beijo para ti

Matilde D'ônix

Imagen de Anita

Re: Selo de poesia

A morte em vida a vida na morte, talvez não se separam, sejam uma coisa só... apenas com ângulos diferentes. Foi o que peguei de tuas palavras para mim.
E deste poema não existem tons mais belos que estes: Olhos peninsulares e ouros perdidos.

Cumprimentos, Anita

Imagen de Anonymous

Re: Selo de poesia

Cativou-me sobremaneira a profundidade do seu poema.
Gostei muito.
Destacaria...

Ao solo dois joelhos
Compassam quadris.
No movido corpo em esse,
Rodeiam anjos vivos na maldade humana
Como vidas paralelas
Em planos opostos
Ou encaradas sentidas,
Não ouvidas, na sonolência da prisão do plano.

Vóny Ferreira

Imagen de mariamateus

Re: Selo de poesia

Alcantra

Sentir até por
E por saber por
Não piora
Não fala
Não mata o que não é vida
Porque vida não mata o que não é morte

Um misto de vertigens em murmúrio ....

Bom poema, bem selado poeticamente!

Abraço-luz

mm

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of Alcantra

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Fotos/Perfil 2421 0 3.040 11/24/2010 - 00:48 Portuguese
Fotos/Perfil 2422 0 2.510 11/24/2010 - 00:48 Portuguese
Fotos/Perfil 2416 0 2.293 11/24/2010 - 00:48 Portuguese
Fotos/Perfil 2415 0 2.436 11/24/2010 - 00:39 Portuguese
Fotos/Perfil 1963 0 2.234 11/24/2010 - 00:38 Portuguese
Ministério da Poesia/General Cancro à pele 0 2.104 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Tangência mútua 0 3.535 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Equilíbrio 0 1.349 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Sociedade Morta 0 2.315 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Os moinhos do norte 0 2.814 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Olhos apagados 0 2.477 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Lágrimas de asas 0 1.703 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Arranhão do gozo 0 2.726 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Notícia (Ode a Foz do Iguaçu) 0 1.954 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Michelangelo 0 2.510 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Estar sem estar 0 2.183 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Esplêndido... esplêndido 0 1.590 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/Intervención O ESTUPRO DO MUNDO 0 3.711 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Arte artista ninguém 0 1.756 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Ressuscite para mim meia noite santa 0 2.712 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Falésias debruçadas 0 1.949 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Corda ao pescoço 0 3.911 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Ácida cidade 0 1.900 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Legionário 0 2.398 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General A prata do mendigo 0 3.499 11/19/2010 - 19:08 Portuguese