Testamento

Desculpou-se com frutos próprios. Coisinhas, coisonas, e ao mesmo tempo nada. Restos de pouca coisa, que tolhem movimentos. Paralítico sol desconcertava. Calma, mas tanta calma, que as paredes pediam socorro para conseguirem passar sem matar a própria essência da vida afastada.
Estava ali para perecer lentamente. Não queria morrer, mas os olhos enganavam quem se empobrecia a ver. Pediam cinzel, porque já se tinha visto mármore menos mortiça. Os braços seriam de carne, porque a morte já se tinha ido embora menos consolada com tão pouca solução de água decomposta. O sorriso, nada. Mancha preta só. Nem tingimento de cor. Cadeira foi o próprio pó que a terra lhe pedia de demasia, e o testamento só um pedido: curiosidade. Dizer ao alegre que plante uma flor de seriedade junto dos que mais gosta. Pedir ao triste que simplesmente não morra. Arraste-se até que o mundo assegure que já não preciso mais dele. E esforçados da vida. Unam-se em tons de pesada diversidade. Os blocos só são invencíveis quando o um, manda mais que a soma de todos os uns descontentes.

Submited by

Jueves, Agosto 28, 2008 - 15:09

Prosas :

Sin votos aún

singelo

Imagen de singelo
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 6 años 48 semanas
Integró: 04/07/2008
Posts:
Points: 511

Comentarios

Imagen de Henrique

Re: Testamento

Texto bem escrito, bem enquadrado no tema!

:-)

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of singelo

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Prosas/Otros Um problema que não chegou a ser 1 946 02/25/2010 - 03:17 Portuguese
Poesia/Intervención Escrever porque sim 1 1.062 02/24/2010 - 19:56 Portuguese
Poesia/Fantasía SOS Lua 1 1.086 02/24/2010 - 19:14 Portuguese
Prosas/Otros Longo roncar de pé 1 973 02/24/2010 - 14:39 Portuguese
Prosas/Otros God save the queen 3 1.182 02/24/2010 - 13:51 Portuguese
Prosas/Otros Poemas vingativos nunca venderei 1 962 02/24/2010 - 13:48 Portuguese
Poesia/Fantasía Mortos a almoçar porque não jantaram e têm fome... 1 829 02/24/2010 - 02:55 Portuguese
Poesia/Fantasía Setas de porcelana 1 1.149 02/24/2010 - 02:11 Portuguese
Poesia/Intervención Omni(palavra)presente 1 1.163 02/24/2010 - 02:09 Portuguese
Poesia/Fantasía Balada de um covarde funerário 1 1.887 02/21/2010 - 13:39 Portuguese
Poesia/Meditación Girassol esvaziado 1 787 02/21/2010 - 13:39 Portuguese
Prosas/Pensamientos As razões que fazem de mim um monstro 2 1.070 02/07/2010 - 22:38 Portuguese
Prosas/Ficção Cientifica Cidade aos poucos a morrer com tudo desenhado 0 1.081 10/22/2009 - 17:53 Portuguese
Prosas/Drama Mulher só e feliz por momentos 0 819 10/20/2009 - 18:42 Portuguese
Prosas/Drama As subtis incertezas que a chuva traz 1 964 10/17/2009 - 19:42 Portuguese
Prosas/Fábula A cidade dos que se enojam com a paz. 0 1.238 10/03/2009 - 17:39 Portuguese
Prosas/Lembranças Nunca dita forma de soltar inseguranças 0 833 09/04/2009 - 16:13 Portuguese
Prosas/Lembranças Rosa e quem a vê 4 842 08/21/2009 - 17:22 Portuguese
Poesia/Desilusión Esperançoso 3 827 08/02/2009 - 00:28 Portuguese
Poesia/Amor Amorzinhos 4 645 07/19/2009 - 09:13 Portuguese
Poesia/Meditación Rendimento social de inserção 2 904 07/16/2009 - 09:57 Portuguese
Poesia/Pasión Similaridades 4 796 07/15/2009 - 09:48 Portuguese
Poesia/Meditación Social Drinker 4 647 07/15/2009 - 09:39 Portuguese
Poesia/Meditación Analisar o que uma velha diz de tudo isto 7 917 07/09/2009 - 18:13 Portuguese
Poesia/Dedicada Antes de tu chegares era assim.... 4 872 07/09/2009 - 10:07 Portuguese