Testamento

Desculpou-se com frutos próprios. Coisinhas, coisonas, e ao mesmo tempo nada. Restos de pouca coisa, que tolhem movimentos. Paralítico sol desconcertava. Calma, mas tanta calma, que as paredes pediam socorro para conseguirem passar sem matar a própria essência da vida afastada.
Estava ali para perecer lentamente. Não queria morrer, mas os olhos enganavam quem se empobrecia a ver. Pediam cinzel, porque já se tinha visto mármore menos mortiça. Os braços seriam de carne, porque a morte já se tinha ido embora menos consolada com tão pouca solução de água decomposta. O sorriso, nada. Mancha preta só. Nem tingimento de cor. Cadeira foi o próprio pó que a terra lhe pedia de demasia, e o testamento só um pedido: curiosidade. Dizer ao alegre que plante uma flor de seriedade junto dos que mais gosta. Pedir ao triste que simplesmente não morra. Arraste-se até que o mundo assegure que já não preciso mais dele. E esforçados da vida. Unam-se em tons de pesada diversidade. Os blocos só são invencíveis quando o um, manda mais que a soma de todos os uns descontentes.

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Jueves, Agosto 28, 2008 - 15:09

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Re: Testamento

Texto bem escrito, bem enquadrado no tema!

:-)

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