Uma Véspera de Reis - Cena II

Cena II

José

José (Desce à cena e canta, findando o trêmulo que a orquestra tem conservado desde a introdução.)

Coplas

I

Sou vivo como um azougue,

para dinheiro arranjar;

hoje não pude, no açougue,

o carniceiro enganar.

Apesar de ser moleque,

sou vivo como um senhor

doutor;

pra num bolso dar um cheque.

Como eu ninguém há

por cá.

Olá!

Como eu ninguém há!

Olé!

Como eu ninguém é!

Oli!

Como eu ninguém vi!

Olô!

Ninguém como eu sou!

Olu!

Ninguém é como tu!

II

Que me importa que se diga

qu’estes meus medos são maus;

que sou doido de uma figa

e ando feito um dois-de-paus?

Se me vêm nas algibeiras

moedas a tinir,

cair!

Dou-me bem co’estas maneiras,

pois é isso que dá (Esfrega os dedos.)

pra cá! (Aponta para as algibeiras.)

Olá! etc.

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Miércoles, Abril 15, 2009 - 22:38

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ArturdeAzevedo

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